Da Redação Olhar Informação
Crime motivado por ciúmes rompeu o silêncio de garimpo; mesmo sob ameaças e medo, investigadores localizaram o suspeito e apreenderam a arma do crime em menos de 24 horas.
MATUPÁ – A Polícia Civil de Mato Grosso, através do Núcleo de Investigação de Homicídios da Delegacia de Matupá, efetuou a prisão em flagrante de um homem de 53 anos, autor de um homicídio qualificado ocorrido no último domingo (8), na Comunidade Flor da Serra. A vítima, um jovem de 27 anos, foi executada com nove tiros dentro de um estabelecimento comercial.
O Crime e a "Lei do Silêncio"
O homicídio aconteceu nas proximidades de uma área de garimpo. Segundo as investigações, vítima e agressor estavam no bar desde a manhã de domingo. Após uma discussão motivada por ciúmes — ambos em visível estado de embriaguez —, o suspeito deixou o local em uma motocicleta, retornando dez minutos depois armado.
Apesar de o bar estar movimentado no momento dos disparos, os investigadores enfrentaram a resistência das testemunhas. O temor em relação ao suspeito fez com que muitos negassem ter presenciado o crime, temendo represálias na região.
Cerco e Captura no Garimpo
Mesmo diante do cenário de medo, a equipe policial não recuou. Diligências apontaram que o autor estaria escondido em um garimpo vizinho. Durante a varredura, os agentes localizaram uma residência suspeita.
- Tentativa de Engano: Ao ser abordado, o homem tentou fornecer um nome falso aos policiais.
- Confissão Indireta: Ao ser questionado sobre o ocorrido, o suspeito ironizou dizendo que "quem tinha perdido era a vítima", demonstrando total ciência do crime.
- Apreensão: Embora tenha afirmado que jogou a arma em um córrego, os policiais encontraram, dentro da casa, uma pistola calibre .380 com três carregadores e 28 munições intactas.
Procedimentos
O delegado Emerson Marques Lima confirmou que o homem foi autuado em flagrante por homicídio qualificado. O armamento e o carregador municiado foram apreendidos e encaminhados junto com o suspeito para a delegacia, onde ele permanece à disposição da Justiça.
Olhar Informação: A justiça em áreas de fronteira agrícola e mineral reafirma que, por mais isolada que seja a comunidade, o silêncio imposto pelo medo não é páreo para o trabalho técnico da investigação.
