Da Redação Olhar Informação
Crescimento assustador: Crimes na internet desafiam autoridades e fazem novas vítimas em Mato Grosso através de golpes sofisticados
CUIABÁ – A Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5), a Operação Mímese. O objetivo é desmantelar uma organização criminosa altamente estruturada, especializada em estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa, operando principalmente através de fraudes digitais no estado.
Ao todo, estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande. Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio implacável de bens: cada um dos 19 alvos teve a indisponibilidade de R$ 182.321,04 decretada, totalizando R$ 3,4 milhões em recursos congelados.
O "Falso Chefe": Como funcionava o esquema
As investigações começaram após uma empresa do setor agropecuário sofrer um rombo financeiro. O método utilizado pelos criminosos é um dos que mais cresce no ambiente virtual: o golpe do "falso perfil" ou "falso chefe".
Com uma foto autêntica do proprietário da empresa no WhatsApp, os estelionatários induziram a responsável pelo setor financeiro a acreditar que recebia ordens diretas do patrão. Confiando na imagem e na abordagem, a funcionária efetuou diversos pagamentos de notas fiscais fraudulentas em nome de "laranjas".
Lavagem de dinheiro e pulverização
A Polícia Civil identificou que a quadrilha possuía "operadores financeiros" responsáveis por gerenciar o dinheiro ilícito. Assim que os valores entravam nas contas, eram rapidamente pulverizados (fracionados em diversas contas bancárias) para dificultar o rastreamento e ocultar a origem do crime.
O delegado responsável, Bruno Mendo Palmiro, enfatizou que o foco da operação é o asfixiamento financeiro do grupo:
“A operação busca impedir a dissipação do patrimônio ilícito e garantir o ressarcimento à vítima. Mostra que a Polícia Civil atua permanentemente contra crimes cibernéticos que lesam empresas e movimentam valores expressivos.”
Por que "Mímese"?
O nome da operação vem do grego mímesis, que significa imitar ou representar fielmente a realidade. É uma alusão direta ao modo como os criminosos agiam, "imitando" a identidade e o comportamento do dono da agropecuária para viabilizar o golpe milionário.
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