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19 de Julho de 2026
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19 de Julho de 2026

Polícia Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2026, 07:55 - A | A

Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2026, 07h:55 - A | A

Operação Mímese

Polícia Civil mira quadrilha que desviou R$ 3,4 milhões em Cuiabá e VG

Da Redação Olhar Informação 

Crescimento assustador: Crimes na internet desafiam autoridades e fazem novas vítimas em Mato Grosso através de golpes sofisticados

CUIABÁ – A Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5), a Operação Mímese. O objetivo é desmantelar uma organização criminosa altamente estruturada, especializada em estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa, operando principalmente através de fraudes digitais no estado.

Ao todo, estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande. Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio implacável de bens: cada um dos 19 alvos teve a indisponibilidade de R$ 182.321,04 decretada, totalizando R$ 3,4 milhões em recursos congelados.

O "Falso Chefe": Como funcionava o esquema

As investigações começaram após uma empresa do setor agropecuário sofrer um rombo financeiro. O método utilizado pelos criminosos é um dos que mais cresce no ambiente virtual: o golpe do "falso perfil" ou "falso chefe".

Com uma foto autêntica do proprietário da empresa no WhatsApp, os estelionatários induziram a responsável pelo setor financeiro a acreditar que recebia ordens diretas do patrão. Confiando na imagem e na abordagem, a funcionária efetuou diversos pagamentos de notas fiscais fraudulentas em nome de "laranjas".

Lavagem de dinheiro e pulverização

A Polícia Civil identificou que a quadrilha possuía "operadores financeiros" responsáveis por gerenciar o dinheiro ilícito. Assim que os valores entravam nas contas, eram rapidamente pulverizados (fracionados em diversas contas bancárias) para dificultar o rastreamento e ocultar a origem do crime.

O delegado responsável, Bruno Mendo Palmiro, enfatizou que o foco da operação é o asfixiamento financeiro do grupo:

“A operação busca impedir a dissipação do patrimônio ilícito e garantir o ressarcimento à vítima. Mostra que a Polícia Civil atua permanentemente contra crimes cibernéticos que lesam empresas e movimentam valores expressivos.”

Por que "Mímese"?

O nome da operação vem do grego mímesis, que significa imitar ou representar fielmente a realidade. É uma alusão direta ao modo como os criminosos agiam, "imitando" a identidade e o comportamento do dono da agropecuária para viabilizar o golpe milionário.

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