Da Redação Olhar Informação
Força-tarefa entre Mato Grosso e Minas Gerais cumpre 20 mandados na Baixada Cuiabana contra núcleo especializado no golpe do falso intermediário de veículos; esquema criminoso clonava anúncios reais para enganar compradores e vendedores simultaneamente, espalhando prejuízos por diversos estados e movimentando fortunas em contas laranjas!
A Polícia Civil de Mato Grosso saiu às ruas nas primeiras horas desta quarta-feira (25) para dar apoio à Operação Couraça, deflagrada originalmente pela Polícia Civil de Minas Gerais. O alvo é uma sofisticada organização criminosa que transformou a internet em um balcão de negócios fraudulentos, movimentando a cifra impressionante de R$ 9 milhões.
O Foco em Mato Grosso
Em solo mato-grossense, os agentes da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá concentram esforços no cumprimento de 20 ordens judiciais (10 mandados de prisão preventiva e 10 de busca e apreensão). O foco das equipes são as cidades de Cuiabá e Várzea Grande, identificadas como o "núcleo duro" especializado no golpe do falso intermediário de vendas de veículos.
Como os Criminosos Agiam
O esquema era executado com precisão cirúrgica para ludibriar ambas as pontas da negociação:
- Clonagem: Os suspeitos copiavam anúncios reais de veículos em plataformas de venda.
- Engano: Passavam-se por intermediários, conversando com o vendedor real e o potencial comprador ao mesmo tempo.
- O Desfecho: Convenciam o comprador a realizar o depósito em contas indicadas pela quadrilha, enquanto o verdadeiro dono do carro ficava sem o dinheiro e o interessado, sem o veículo.
Conexão Interestadual
A Operação Couraça não se limita a Mato Grosso. A Polícia Civil também cumpre outros 15 mandados nos estados de São Paulo, Paraná, Paraíba, Piauí e Mato Grosso do Sul. Nesses locais, as investigações miram outras modalidades de estelionato e lavagem de dinheiro que alimentavam o caixa da organização.
O nome da operação, "Couraça", faz alusão à proteção e resistência, simbolizando o esforço das forças de segurança para blindar o cidadão contra as armadilhas do crime organizado no ambiente digital.
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