|
18 de Fevereiro de 2026
facebook instagram
facebook instagram

18 de Fevereiro de 2026

Polícia Terça-feira, 27 de Janeiro de 2026, 07:00 - A | A

Terça-feira, 27 de Janeiro de 2026, 07h:00 - A | A

Operação Libertas

Polícia Civil desarticula célula de facção em Rondonópolis e bloqueia contas bancárias

Sidney

Da Redação Olhar Informação 

RONDONÓPOLIS – Em uma ação coordenada e estratégica, a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (27.01), a Operação Libertas. O objetivo é desestruturar uma célula de uma facção criminosa que dominava o tráfico de drogas e operava um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro no bairro Jardim Brasília, em Rondonópolis.

​Ao todo, estão sendo cumpridas 50 ordens judiciais, sendo 22 mandados de prisão preventiva e 28 de busca e apreensão. A ofensiva conta com a participação de 17 equipes da Delegacia Regional de Rondonópolis e faz parte do programa Tolerância Zero Contra Facções Criminosas, do Governo do Estado.

Investigação Precisa e Estrutura Hierárquica

​O trabalho investigativo, conduzido pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, teve início em maio de 2024. Através de apreensões anteriores de armas e drogas, a Polícia Civil conseguiu mapear a hierarquia do grupo, identificando desde a liderança — responsável pela negociação de entorpecentes — até o "gerente", que operava a logística de distribuição e recolhimento de valores.

​A operação integra o projeto Inter Partes, demonstrando o excelente trabalho de inteligência que a Polícia Civil de Mato Grosso vem realizando para sufocar as organizações criminosas em todo o território estadual.

O Cerco aos "Laranjas" e a Lavagem de Dinheiro

​Um dos focos centrais da Operação Libertas é o combate à engrenagem financeira do crime. Além das prisões, o Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias autorizou a quebra de sigilo bancário e o bloqueio de contas.

​A delegada Anna Paula Marien, responsável pelo caso, destacou que a utilização de "laranjas" foi crucial para a movimentação de capitais ilícitos. Segundo ela, quem empresta contas bancárias para a facção é considerado parte do núcleo operacional.

​“Ainda que não executem atos de violência, essas pessoas viabilizam a circulação do capital ilícito e conferem aparência de licitude às operações. Elas atuam como suporte logístico e financeiro indispensável para o crime”, explicou a delegada.

 

Resultados e Próximos Passos

​Com os bloqueios de contas e as prisões efetuadas hoje, a Polícia Civil espera colher novos elementos que possam levar a outros núcleos da facção. A operação reafirma o compromisso das forças de segurança de Mato Grosso em manter a ordem e garantir a paz social, combatendo não apenas o crime ostensivo, mas também a sua sustentação econômica.

Comente esta notícia

(65) 9 9237-2085
AVENIDA JOSÉ MONTEIRO DE FIGUEIREDO - EDIFÍCIO DOM AQUINO - SALA A - DUQUE DE CAXIAS , CUIABÁ / MT
Olhar Informação
facebook instagram