Da Redação Olhar Informação
A caçada final: Investigação desarticula o maior esquema de "domínio de cidades" da história de Mato Grosso e mira o coração financeiro do crime organizado.
CUIABÁ – A Polícia Civil de Mato Grosso desferiu, na manhã desta quinta-feira (9), um golpe decisivo contra a organização criminosa responsável pelo ataque terrorista ao município de Confresa. No exato dia em que o crime completa três anos, a Operação Pentágono (Fase III) foi às ruas para cumprir 97 ordens judiciais, consolidando o compromisso do Estado em não deixar impune o maior e mais violento roubo patrimonial de sua história.
A ofensiva, conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), mobiliza forças para o cumprimento de 27 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão, além do bloqueio de 40 contas bancárias. As ordens foram expedidas pela 3ª Vara Criminal de Barra do Garças e visam asfixiar o braço financeiro de um grupo com ramificações interestaduais.
Estrutura de Guerra e Divisão de Tarefas
As investigações revelaram um esquema sofisticado, digno de estruturas militares, com a participação de pelo menos 50 pessoas. O grupo era dividido em seis núcleos estratégicos:
- Comando e Financeiro: Lideranças intelectuais e investidores do crime.
- Planejamento e Logística: Responsáveis pela estratégia da invasão.
- Execução: Os "soldados" que atuaram na linha de frente em Confresa.
- Apoio no Pará: Suporte regional para a organização.
- Apoio no Tocantins: Base para movimentação e esconderijo.
- Locação Veicular: Logística específica para garantir a fuga após o domínio da cidade.
De acordo com o delegado titular da GCCO, Gustavo Belão, esta fase foca especialmente nos financiadores e mentores. "São criminosos que planejaram e financiaram o terror vivenciado em Confresa. O trabalho demonstra que não há fronteiras para a Justiça; seja o financiador do Sudeste ou do Norte, todos serão responsabilizados", afirmou.
Conexões Criminosas e Lavagem de Dinheiro
A Polícia Civil apurou que o capital utilizado para financiar o ataque em Mato Grosso é fruto de outros grandes roubos a bancos e transportadoras de valores pelo Brasil. Armas apreendidas na operação já foram identificadas em diversas outras ações criminosas, revelando uma rede de "lavagem de dinheiro" alimentada por crimes de médio e pequeno porte que serviam de base para as grandes operações de "domínio de cidades".
Planejamento Estratégico 2026
A operação está inserida na Operação Pharus, que compõe o Programa Tolerância Zero do planejamento estratégico da Polícia Civil para o ano de 2026. A ação também conta com o suporte da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), sob coordenação do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A mensagem das forças de segurança é clara: a Polícia Civil de Mato Grosso não dá trégua para a criminalidade e segue avançando na identificação e sequestro de bens adquiridos com o rastro de violência deixado pelo grupo.
"No site Olhar Informação, reafirmamos que a justiça pode tardar para o planejamento dos criminosos, mas a eficiência investigativa da Polícia Civil garante que ela sempre chegue com força total."
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