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19 de Julho de 2026
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19 de Julho de 2026

Polícia Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2026, 07:28 - A | A

Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2026, 07h:28 - A | A

Operação Sem Livramento

Polícia Civil caça quadrilha que aterrorizou família em propriedade rural de MT

Olhar Da Redação

Grupo é investigado por tortura, cárcere privado, extorsão via Pix e crueldade contra animais; operação cumpre 36 ordens judiciais nesta quinta-feira.

​A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (21.01), a Operação Sem Livramento. A ofensiva visa desarticular uma organização criminosa violenta, especializada em roubos a propriedades rurais, extorsão, cárcere privado e lavagem de dinheiro.

​Ao todo, estão sendo cumpridos 36 mandados de busca e apreensão contra 15 alvos distribuídos em Cuiabá, Várzea Grande e Barra do Garças. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 87 mil nas contas dos investigados, além da quebra de sigilos bancários e telemáticos.

​A ação é coordenada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA) e faz parte da estratégia Tolerância Zero, do Governo de Mato Grosso, que intensifica o combate às facções criminosas no estado.

​Noite de terror: família amarrada e crueldade

​As investigações tiveram início em novembro de 2024, após um crime brutal em um sítio no município de Nossa Senhora do Livramento. Na ocasião, uma família inteira, incluindo adultos e crianças, foi mantida em cárcere privado e sob constante ameaça.

​As vítimas foram amarradas e agredidas fisicamente, sendo obrigadas a realizar transferências via Pix para as contas dos criminosos. Em um ato de intimidação extrema e crueldade, os invasores mataram o papagaio da família e feriram um cachorro para evitar que os animais fizessem barulho e atraíssem atenção.

​Após horas de terror, os criminosos fugiram levando um veículo Citroën C3, notebooks, celulares e ferramentas profissionais.

​Estrutura Criminosa e Lavagem de Dinheiro

​Segundo o delegado Maurício Maciel Pereira Junior, responsável pelo caso, o crime não foi um fato isolado. A DERFVA identificou que o grupo possui uma estrutura organizada, com planejamento prévio, divisão de tarefas e canais estabelecidos para o escoamento dos bens roubados.

​A investigação também mapeou empresas que estariam sendo utilizadas pela quadrilha para ocultar a origem ilícita dos valores obtidos nos assaltos, configurando o crime de lavagem de dinheiro.

​Sem Livramento

​O nome da operação é um trocadilho com a cidade onde ocorreu o crime (Nossa Senhora do Livramento) e o objetivo final da Polícia Civil: garantir que os envolvidos não fiquem impunes e não tenham "livramento" da justiça pelos atos cometidos.

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