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13 de Junho de 2026
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13 de Junho de 2026

Polícia Segunda-feira, 01 de Junho de 2026, 08:42 - A | A

Segunda-feira, 01 de Junho de 2026, 08h:42 - A | A

Reviravolta em Cuiabá

Paciente de clínica terapêutica morre em contenção e funcionário simula suicídio

DA REDAÇÃO OLHAR INFORMAÇÃO

Investigação aponta que cena do crime foi alterada no Jardim Primavera; ex-interno que trabalhava no local foi preso em flagrante

Uma ocorrência inicialmente registrada como suicídio tomou um rumo drástico na manhã deste domingo (31), no bairro Jardim Primavera, em Cuiabá. Alessandro Sidinei Braga, de 38 anos, foi encontrado morto dentro de uma clínica terapêutica para dependentes químicos e portadores de transtornos mentais. No entanto, os trabalhos periciais descobriram que a vítima, na verdade, faleceu durante um procedimento de contenção física e teve a cena de sua morte forjada.

A Polícia Militar foi acionada por volta das 7h58 pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). Ao chegarem à instituição, que abriga cerca de 42 internos, os policiais foram informados de que Alessandro, que tratava uma esquizofrenia, havia sofrido um forte surto psicótico no sábado (30).

Para controlar a situação, funcionários realizaram uma contenção física — chegando a amarrar as mãos do paciente — e administraram medicamentos. Horas depois, na manhã de domingo, outros internos perceberam que o homem já não apresentava sinais vitais.

A farsa descoberta pela perícia

A primeira versão apresentada aos policiais detalhava que o paciente havia se enforcado com uma corda no quarto onde dormia. Contudo, os peritos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) identificaram graves divergências entre os vestígios físicos no corpo e no cômodo e os relatos dados pela equipe da clínica.

Com o avanço dos levantamentos, a Polícia Civil apurou que um funcionário do local — que é ex-interno da unidade — participou ativamente da contenção que resultou na morte de Alessandro. Embora a investigação preliminar aponte que não houve a intenção inicial de matar, o trabalhador, em pânico e temendo as consequências jurídicas, amarrou a corda no pescoço da vítima para simular o suicídio.

A fraude foi desmascarada imediatamente pela Politec, resultando na prisão em flagrante do funcionário por homicídio e fraude processual. O caso agora está sob os cuidados da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que vai determinar a responsabilidade criminal exata dos envolvidos e as condições reais da abordagem ao paciente.

Olhar Informação: O caso expõe a fina linha entre o cuidado terapêutico e a negligência institucional, deixando claro que a verdade por trás de portas fechadas sempre encontra um caminho para a superfície através da ciência forense.

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