Da Redação Olhar Informação
O fim da ostentação clandestina: Polícia Civil cumpre 100 ordens judiciais e desmascara empresas de fachada que sustentavam luxo de criminosos
CUIABÁ – A Polícia Civil de Mato Grosso deu, nesta quinta-feira (26.3), uma demonstração de força e inteligência estratégica ao deflagrar a Operação Speakeasy. Em uma ação coordenada que atravessou fronteiras estaduais, os agentes atingiram o "tendão de Aquiles" das organizações criminosas: o braço financeiro. Ao todo, 100 ordens judiciais foram cumpridas para desarticular um esquema bilionário de lavagem de dinheiro que alimentava a cúpula de uma das maiores facções do estado.
A Engenharia do Crime Desmascarada
As investigações, lideradas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), revelaram um cenário de "vida de cinema" mantido com dinheiro sujo. Os alvos, sob o comando de líderes presos ou foragidos, ostentavam carros de luxo e imóveis de alto valor, mesmo sem possuírem qualquer profissão ou renda declarada.
O esquema operava através de empresas fantasmas, principalmente distribuidoras de bebidas, comércios de joias e eletrônicos. Entre 2021 e 2025, a movimentação financeira detectada pela polícia foi astronômica: aproximadamente R$ 200 milhões.
Trabalho de Excelência da PJC-MT
O sucesso da operação é fruto de um trabalho minucioso de inteligência que começou em Campo Verde e se estendeu por Cuiabá, Várzea Grande, Pontes e Lacerda, Goiânia (GO) e Barueri (SP). O balanço da ofensiva impressiona:
- 12 prisões preventivas efetuadas;
- 35 veículos sequestrados, incluindo carros de luxo;
- 29 contas bancárias bloqueadas e 12 empresas suspensas;
- Apreensão de joias, celulares e notebooks de última geração.
A atuação da Polícia Civil de Mato Grosso reafirma sua posição de vanguarda no combate ao crime organizado no Brasil, integrando-se à Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas) para asfixiar o poder econômico das facções de forma duradoura.
O Significado de "Speakeasy"
O nome da operação é uma referência aos bares clandestinos da época da Lei Seca nos EUA (década de 30), locais onde se vendia bebida "escondido". No contexto atual, a PJC-MT trouxe à luz o que estava oculto sob o balcão das distribuidoras de fachada, provando que, para o crime, a conta sempre chega.
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