Da Redação Olhar Informação
Polícia Civil de Mato Grosso invade o estado de São Paulo para prender estelionatários especializados no golpe do falso brinde;Justiça ordena o bloqueio de bens e contas bancárias para tentar ressarcir vítimas que caíram na armadilha da "taxa de entrega",e investigação revela estrutura criminosa organizada que transformava datas comemorativas em prejuízo real para os cuiabanos!
A manhã desta terça-feira (24) começou com uma ofensiva pesada da Delegacia Especializada de Estelionatos e Outras Fraudes de Cuiabá. Sob o comando do delegado Pablo Carneiro, a Polícia Civil deflagrou a segunda fase da Operação Presente de Grego, cruzando as fronteiras de Mato Grosso para cumprir 36 ordens judiciais nas cidades de São Paulo (SP) e Taboão da Serra (SP).
O Alvo: A Ilusão do Presente
O esquema, que já causou um rombo superior a R$ 160 mil, funcionava com uma engenharia de manipulação cruel. Os criminosos escolhiam datas festivas para enviar supostos brindes às vítimas. Ao chegar no endereço, o entregador alegava que era necessário pagar uma "pequena taxa de entrega" no cartão. É neste momento que a armadilha se fechava: com máquinas de cartão adulteradas ou induzindo a pessoa ao erro, eles passavam valores exorbitantes, drenando as contas das vítimas em segundos.
Números da Operação
Com o apoio da Polícia Civil de São Paulo, os agentes buscam desarticular tanto o braço executor quanto o financeiro do bando. O balanço parcial das ordens expedidas pelo Juízo de Garantias de Cuiabá inclui:
- 11 Mandados de Prisão Preventiva;
- 11 Mandados de Busca e Apreensão;
- 14 Bloqueios de Bens e Valores (estimados inicialmente em R$ 55 mil).
Tolerância Zero em 2026
Esta ação é um desdobramento direto da primeira fase, ocorrida em fevereiro de 2025, e faz parte da Operação Pharus, dentro do programa estadual Tolerância Zero. O objetivo é claro: asfixiar financeiramente as facções e grupos organizados que migraram para o crime digital.
“As ordens de bloqueio visam interromper o fluxo financeiro ilícito e garantir que o crime não compense”, explicou o delegado Pablo Carneiro.
As investigações agora avançam para identificar novas vítimas em Cuiabá e localizar outros integrantes que atuavam na "pulverização" do dinheiro roubado.
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