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09 de Maio de 2026
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09 de Maio de 2026

Polícia Terça-feira, 14 de Abril de 2026, 06:56 - A | A

Terça-feira, 14 de Abril de 2026, 06h:56 - A | A

Deepfakes e Crime Tecnológico

Operação "Mil Faces" desarticula esquema que burlava biometria com IA

Da Redação Olhar Informação 

A audácia dos criminosos não tem limites, mas a Polícia Civil de Mato Grosso mostra que a tecnologia de ponta também está a serviço da lei; 13 mandados são cumpridos hoje contra grupo que fraudava operadoras e limpava contas de clientes.

CUIABÁ – Em uma demonstração de que a criminalidade migrou definitivamente para as fronteiras digitais, a Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), deflagrou na manhã desta terça-feira (14.04) a Operação Mil Faces. O alvo é um grupo criminoso altamente sofisticado que utilizava Inteligência Artificial (IA) generativa para enganar sistemas de segurança e aplicar golpes em escala nacional.

​A ação mobiliza 13 ordens judiciais, incluindo prisões preventivas, buscas e apreensões e sequestro de bens. Os mandados estão sendo cumpridos simultaneamente em Poxoréu (MT) e na região metropolitana de Vitória (ES).

​A Fraude do Reconhecimento Facial

​A investigação começou após uma grande operadora de telefonia detectar anomalias em seus sistemas. O grupo utilizava ferramentas de IA para criar as chamadas deepfakes — biometrias faciais falsas de altíssima fidelidade. Com essas "mil faces" artificiais, os criminosos conseguiam:

  • Burlar a Biometria: Validavam identidades falsas nos sistemas de segurança da empresa.
  • SIM Swap: Realizavam a troca indevida de chips, assumindo o controle total da linha telefônica das vítimas.
  • Limpa nas Contas: Com o controle do celular, acessavam aplicativos de bancos, realizavam transferências e faziam compras indevidas, deixando um rastro de prejuízo para centenas de consumidores em todo o Brasil.

​Tolerância Zero contra o Crime Digital

​O delegado Guilherme da Rocha, à frente do caso, pontua que o uso de IA generativa para subverter a segurança demonstra uma evolução perigosa do crime. "Isso reforça a necessidade dos órgãos de polícia judiciária se manterem qualificados para investigações cada vez mais técnicas e complexas", afirmou.

​Os investigados podem ser condenados a até 19 anos de prisão, respondendo por associação criminosa, invasão de dispositivo informático qualificada, falsidade ideológica e furto qualificado mediante fraude eletrônica.

​Operação Pharus

​A "Mil Faces" não é um esforço isolado. Ela integra a Operação Pharus, parte do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, inserida no Programa Tolerância Zero Contra Facções Criminosas. A ação contou com o apoio das delegacias regionais de Primavera do Leste, Poxoréu e da Polícia Civil do Espírito Santo.

Olhar Informação: Na era da inteligência artificial, a nossa vigilância é real: a tecnologia pode evoluir o crime, mas a Polícia Civil de Mato Grosso evolui o combate.

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