Da Redação Olhar Informação
Não há como ler o relato da filha de Lucieni sem sentir que a professora foi deixada à própria sorte por um sistema que prioriza a "burocracia do papel" em vez da "preservação da vida".
O Botão do Pânico funcionou — ele emitiu o sinal. A polícia funcionou na primeira vez — ela foi até lá. O que falhou foi a tomada de decisão subsequente. Tratar uma ameaça de morte pública e um descumprimento de medida como uma "briga doméstica passageira" é o que permite que o feminicídio se concretize.
As ameaças eram públicas. O medo era documentado. O dispositivo foi acionado. Se nem com todos esses alertas o agressor foi mantido longe ou detido, o sistema de proteção torna-se apenas um registro estatístico de uma tragédia anunciada.
O Olhar Informação reafirma: A lei precisa ser mais do que um papel; precisa ser um escudo. A violência contra a mulher tem que acabar.
