A violência contra a mulher é uma situação delicada em Mato Grosso; a sensação de insegurança é constante e desafia os limites do ambiente doméstico.
Na madrugada deste domingo (28), equipes militares do 20º Batalhão da Polícia Militar prenderam um homem de 40 anos no município de Juína, após uma denúncia de violência doméstica. A vítima, uma mulher de 49 anos, foi brutalmente agredida e ameaçada de morte dentro da própria residência, localizada no bairro Módulo 6.
Ao chegarem ao endereço indicado, os policiais militares encontraram a mulher com o rosto coberto de sangue. Conforme o boletim de ocorrência, ela explicou que o casal havia passado a noite ingerindo bebidas alcoólicas em um bar nas proximidades. O desentendimento começou logo após o retorno para casa, quando uma discussão verbal evoluiu rapidamente para agressões físicas.
O suspeito desferiu vários socos contra o rosto da esposa, provocando uma lesão grave na cabeça com intenso sangramento. Além do espancamento, o agressor disparou insultos com palavras de baixo calão e afirmou repetidamente que tiraria a vida da companheira.
Pedido de Socorro pelo Celular
Mesmo sob a violência dos ataques, a vítima conseguiu pegar o celular e enviar discretamente uma mensagem via aplicativo de conversas para uma amiga, relatando a situação e implorando para que a Polícia Militar fosse acionada.
Graças à rapidez da denúncia, as viaturas se deslocaram até o imóvel e flagraram a vítima e o suspeito nos fundos da casa. O homem foi imediatamente abordado, detido em flagrante e encaminhado à Delegacia da Polícia Civil de Juína, onde responderá pelos crimes de lesão corporal e ameaça, com base na Lei Maria da Penha.
Disque-Denúncia
A Polícia Militar reforça que a população pode e deve colaborar com o combate à violência contra a mulher. Denúncias podem ser feitas de forma totalmente anônima e segura através do telefone 190 ou pelo canal 0800 065 3939.
"Casos de violência doméstica em Mato Grosso revelam que o perigo, muitas vezes, compartilha o mesmo teto que as vítimas. A coragem de denunciar e a pronta resposta do Estado são os únicos caminhos possíveis para quebrar o ciclo do medo e estancar as estatísticas que ferem a dignidade das mulheres mato-grossenses." – Olhar Informação.
