Da Redação Olhar Informação
O crime não compensa: A conta chegou para a família que lavou R$ 20 milhões em MT; entre a vida de influencer e a fuga desesperada, o destino final é o rigor da lei.
A Polícia Civil de Mato Grosso confirmou com exclusividade ao OLHAR os nomes que compõem o núcleo central da Operação Showdown, deflagrada nesta quinta-feira (05). O bando, liderado pela perigosa Angélica Saraiva de Sá, conhecida como "Angeliquinha", transformou a lavagem de dinheiro em um negócio de família, mas descobriu da pior forma que a justiça pode tardar, mas não falha.
Além da líder, que é considerada de alta periculosidade e está foragida desde sua fuga do Presídio Ana Maria do Couto May em agosto de 2025, os alvos incluem seu pai, Paulo Felizardo, sua filha, Kauany Beatriz, e o genro, Guilherme Laureth. O quarteto é acusado de operar o "caixa" do Comando Vermelho na região Norte, misturando tráfico de drogas, garimpo ilegal e a polêmica divulgação do "Jogo do Tigrinho".
A Farsa das Redes Sociais
Para os mais de 40 mil seguidores de Kauany Beatriz no Instagram, a rotina era de sonhos: viagens internacionais, mansões cinematográficas e carros de última geração. O que os filtros não mostravam era o sangue e a ilegalidade que financiavam cada postagem.
Enquanto Kauany e Guilherme ostentavam o luxo, o avô, Paulo Felizardo, cuidava do "trabalho sujo" na ponta: gerenciava um garimpo irregular e um bar/prostíbulo em Nova Bandeirantes, servindo de base para extorsões e escoamento do ouro ilegal.
O Preço da Escolha
A investigação da Polícia Civil revelou que o grupo movimentou mais de R$ 20 milhões em menos de dois anos — valores absurdamente incompatíveis com qualquer atividade lícita declarada. A "festa" do clã familiar acabou em sequestro de bens e mandados de prisão.
A história da família de Angeliquinha serve como um alerta brutal para Mato Grosso: no mundo do crime, a conta sempre chega e é cobrada com juros altos. Uns pagam com a liberdade, outros com o patrimônio e, em muitos casos, com a própria vida. Para este grupo, o "Showdown" (a hora de mostrar as cartas) revelou um jogo perdido contra a inteligência das forças de segurança do Estado.
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