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Polícia Terça-feira, 05 de Maio de 2026, 10:13 - A | A

Terça-feira, 05 de Maio de 2026, 10h:13 - A | A

Justiça e eficiência

Justiça condena líderes e policial penal em desdobramento da Operação Escariotes

Da Redação Olhar Informação 

​Sentença histórica aplica penas de até 31 anos e desarticula rede que ordenava crimes de dentro dos presídios de MT

​A eficácia da Polícia Civil de Mato Grosso no combate às facções criminosas acaba de ganhar mais um capítulo decisivo no Judiciário. No dia 30 de abril de 2026, a 5ª Vara Criminal de Sinop condenou membros de um grupo criminoso alvo da Operação Escariotes, deflagrada originalmente em Sorriso. O resultado é fruto de um trabalho minucioso da Delegacia de Homicídios de Sorriso com o suporte estratégico da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

​O ótimo trabalho da Polícia Civil de MT na atuação contra o crime organizado permitiu que a Justiça reconhecesse uma rede hierarquizada que operava com divisão de tarefas, utilizando aplicativos de mensagens para coordenar desde o tráfico de drogas até homicídios, mesmo com lideranças detidas.

Penas severas e liderança isolada

O principal alvo da investigação, identificado pelas iniciais D.O.S., apontado como o líder da organização, recebeu uma sentença de 31 anos, 7 meses e 24 dias de reclusão. Ele foi responsabilizado por organização criminosa, tráfico e corrupção ativa. A Justiça destacou sua alta periculosidade e o papel central que exercia na coordenação de crimes de dentro do sistema prisional.

​Outro condenado, V.N.S., também teve sua pena agravada devido à reincidência e ao papel fundamental que desempenhava na engrenagem da facção, atuando em conjunto com as lideranças presas.

O "Inimigo Interno": Policial Penal condenado

Um dos pontos mais sensíveis da investigação foi a participação do policial penal M.F., que utilizava sua função pública para facilitar o crime. Ele foi condenado a 19 anos e 4 meses de prisão por corrupção passiva, tráfico e organização criminosa.

​Segundo a denúncia, o servidor era o responsável por:

  • ​Introduzir aparelhos celulares e drogas na unidade prisional;
  • ​Fornecer acesso ilegal à internet para os detentos;
  • ​Viabilizar que o comando do crime continuasse operando da cela.

Resposta ao Crime Organizado

Para o delegado Bruno França, as condenações validam o esforço das unidades especializadas em desarticular o "comando interno" das prisões. “A condenação dos envolvidos representa um importante avanço no enfrentamento à criminalidade e evidencia a importância da integração e do uso de técnicas investigativas modernas”, afirmou.

​A Operação Escariotes, que teve início após um homicídio em 2024, encerra este ciclo com a certeza de que a repressão qualificada é o único caminho para a ordem pública.

Olhar Informação: Onde a notícia encontra o compromisso com a justiça e a segurança de Mato Grosso.

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