Da Redação Olhar Informação
Roberto Serenini (PL), ex-secretário de Saúde, deixa a prisão após cinco meses; decisão do MP acatada pela Justiça substitui preventiva por medidas cautelares rigorosas.
MIRASSOL D’OESTE — O ex-secretário municipal de Saúde de Curvelândia e vereador Roberto Serenini (PL) obteve liberdade provisória na última terça-feira (27.01), após passar cinco meses detido. A decisão, proferida pelo juiz Anderson Fernandes Vieira, da 3ª Vara de Mirassol D’Oeste, atendeu a um pedido do Ministério Público de Mato Grosso e substituiu a prisão preventiva por uma série de medidas cautelares.
Serenini havia sido preso em setembro de 2025, no curso de uma investigação de alto impacto. Ele é suspeito de envolvimento no transporte de aproximadamente 52 quilogramas de cocaína, que foram encontrados no bagageiro de um micro-ônibus oficial da Secretaria de Saúde de Curvelândia. A droga foi apreendida em uma abordagem policial no Trevo do Lagarto, em Várzea Grande, em agosto do ano passado.
O Elo da Droga e o Veículo Oficial
Segundo os autos, o veículo flagrado com a droga era frequentemente utilizado para o transporte de pacientes para tratamentos médicos em Cuiabá. As investigações apontaram que Serenini teria mantido comunicação com o motorista do micro-ônibus antes da viagem e, inclusive, teria determinado a substituição do veículo que seria usado no translado. Além disso, a polícia levantou indícios de que imagens do sistema de segurança do local onde o micro-ônibus era guardado poderiam ter sido apagadas.
A Justificativa da Liberdade
Apesar da gravidade das acusações, o Ministério Público avaliou que os requisitos legais para a manutenção da prisão preventiva não estavam mais presentes, posição que foi acatada pelo magistrado. Entre as condições impostas ao vereador para responder ao processo em liberdade, destacam-se:
Proibição de se ausentar da comarca por mais de sete dias sem autorização judicial;
Restrição de acesso a veículos e sistemas da Secretaria Municipal de Saúde.
A defesa do vereador, por meio do advogado Roger Fernandes, argumentou que as provas eram insuficientes para vincular Serenini diretamente ao entorpecente, alegando falhas na segurança do pátio e que o cargo de secretário não implicava responsabilidade automática pelo ilícito.
Com a liberdade provisória, Roberto Serenini, que foi exonerado do cargo no Executivo municipal após a prisão, deve agora retomar suas funções como vereador. O caso segue sob segredo de Justiça, aguardando a conclusão das perícias técnicas para avançar nas próximas etapas processuais.
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