A violência contra a mulher no Brasil parece estar fora de controle. E MATO GROSSO é o campeão.
A Polícia Civil de Mato Grosso concluiu o inquérito policial que investigava o brutal espancamento da profissional do sexo, Maria Eduarda, de 20 anos. O crime, ocorrido em junho deste ano no bairro Parque do Lago, em Várzea Grande, chocou a comunidade local pela extrema violência empregada. O agressor, Daniel dos Santos Rego, de 22 anos, permanece preso e foi formalmente indiciado por tentativa de feminicídio.
Segundo as investigações coordenadas pelas autoridades policiais, a motivação por trás do crime foi a recusa da vítima em realizar o programa no local determinado pelo investigado, além da ausência do pagamento previamente acordado entre as partes. Diversas testemunhas foram ouvidas e perícias técnicas foram realizadas para subsidiar o robusto inquérito que agora segue para o crivo da Justiça.
Reincidência Alarmante Conforme apontado pelas apurações da Polícia Civil, o suspeito Daniel dos Santos Rego não é réu primário em crimes de violência de gênero. Ele já possui antecedente criminal por delito de mesma natureza registrado no ano de 2025, evidenciando um padrão recorrente e alarmante de agressividade contra mulheres no Estado.
O caso tomou proporções dramáticas no dia 29 de junho de 2026, quando a Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência no bairro Princesa do Sol. No local, os militares encontraram a jovem desfigurada, apresentando múltiplas lesões no rosto e pelo corpo, além de um corte profundo no queixo. Maria Eduarda foi socorrida inconsciente pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e transferida em estado grave para uma unidade de saúde.
Relatos contidos no inquérito apontam que o desentendimento começou quando o agressor exigiu que o ato fosse realizado nos fundos de sua residência, enquanto seus familiares dormiam. Ao questionar as condições precárias do local e criticar o colchão oferecido, Maria Eduarda passou a ser violentamente agredida. A própria mãe de Daniel confirmou aos policiais o desentendimento e as agressões subsequentes desferidas pelo filho.
Com a conclusão oficial dos trabalhos investigativos, o procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso para o oferecimento da denúncia e a adoção das providências cabíveis. A vítima segue internada sob cuidados médicos com suspeita de graves fraturas na face.
"O Olhar Informação repudia veementemente qualquer forma de violência de gênero e reafirma seu compromisso em dar voz e visibilidade ao combate à criminalidade, cobrando justiça severa para que casos intoleráveis como este não fiquem impunes em nosso Estado."

