Da Redação Olhar Informação
Polícia Civil intensifica cerco financeiro e promete ofensiva ainda maior contra o crime organizado: "Não haverá trégua"
A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio de um trabalho conjunto entre a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), fechou o primeiro quadrimestre de 2026 com um golpe histórico nas estruturas das facções criminosas. O foco na "asfixia financeira" resultou na identificação e bloqueio de movimentações patrimoniais que somam R$ 281,4 milhões.
Entre janeiro e abril, a ofensiva policial desencadeou 13 operações de grande porte, como as operações Imperium, SpeakEasy, Pentágono 3 e Aposta Perdida. Mais do que prisões isoladas, a estratégia estadual foca em destruir a logística e o poder de corrupção desses grupos ao confiscar seus bens e paralisar suas engrenagens econômicas.
Números do Combate ao Crime (Jan-Abr 2026):
Mandados de Prisão 99
Mandados de Busca e Apreensão 121
Bloqueios de Contas Bancárias 118
Sequestros de Veículos 71
Sequestros de Imóveis 26
Suspensões de Pessoas Jurídicas 17
O rastro do dinheiro
A Operação SpeakEasy foi o maior destaque do período, expondo uma movimentação financeira de aproximadamente R$ 200 milhões. Logo atrás, a Operação Imperium apurou outros R$ 43 milhões, seguida pela Showdown, que atingiu a marca de R$ 20 milhões. Investigadores apontam que essas cifras circulavam em esquemas complexos de lavagem de dinheiro, utilizando empresas de fachada para dar aparência lícita ao capital oriundo do tráfico e de outros delitos.
O delegado titular da GCCO, Gustavo Colognesi Belão, reforça que o enfraquecimento econômico é o caminho mais eficaz para desarticular o crime organizado a longo prazo. "A retirada desses recursos compromete diretamente a capacidade operacional das facções, dificultando o financiamento de atividades ilícitas e a expansão territorial", afirmou.
Tolerância Zero
Fontes ligadas à cúpula da Segurança Pública de Mato Grosso garantem que este é apenas o começo de uma fase ainda mais rigorosa. A Polícia Civil já planeja novas fases das operações atuais e novas frentes de investigação utilizando tecnologia de ponta e inteligência de dados. A mensagem é clara: o crime organizado continuará perdendo patrimônio e liberdade, pois o Estado não dará trégua enquanto houver estruturas criminosas operando em solo mato-grossense.
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