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13 de Junho de 2026
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13 de Junho de 2026

Polícia Terça-feira, 02 de Junho de 2026, 20:55 - A | A

Terça-feira, 02 de Junho de 2026, 20h:55 - A | A

Tentáculos do Crime

Gaeco descobre festas populares em Sinop financiadas pelo Comando Vermelho

DA REDAÇÃO OLHAR INFORMAÇÃO

Investigação aponta que facção criminosa injetava dinheiro em eventos de entretenimento para conquistar apoio popular e selar aliança oculta dentro da prefeitura.

​O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) desvendou uma estratégia ousada e perigosa utilizada por uma das maiores facções criminosas do país para expandir seu domínio em Mato Grosso. Investigações apontam que festas populares e eventos de entretenimento realizados em Sinop (480 km de Cuiabá) vinham sendo secretamente financiados com dinheiro oriundo do Comando Vermelho. O objetivo central da organização era comprar a simpatia dos moradores, recrutar novos membros e consolidar territórios.

​A gravidade do caso veio à tona nesta terça-feira (02/06), com a deflagração da Operação Aliança Oculta. A ofensiva do Gaeco mira não apenas a liderança do tráfico, mas também o coração da administração pública local: servidores da Prefeitura de Sinop estão sob forte investigação por suspeita de atuarem como facilitadores das ações do grupo criminoso dentro da máquina municipal.

​O que parecia ser apenas lazer para as comunidades da região Norte, na verdade, funcionava como uma eficiente ferramenta de marketing do crime organizado. De acordo com o Gaeco, essa infiltração cultural busca criar uma rede de proteção social, dificultando a atuação das forças de segurança pública e gerando uma falsa sensação de assistencialismo nas áreas controladas pelo tráfico.

A tecnologia a serviço da investigação

​O fio da meada que levou os promotores e policiais ao esquema surgiu do próprio submundo do crime. A perícia técnica do Gaeco analisou minuciosamente dados extraídos de aparelhos celulares que haviam sido apreendidos com traficantes em operações passadas, além de uma robusta carga de documentos interceptados.

​Os relatórios periciais cruzaram fluxos financeiros e comunicações que comprovam o patrocínio das festividades pela facção, além de indícios contundentes da participação de funcionários públicos municipais, que supostamente limpavam o caminho burocrático para que os eventos e as operações logísticas do grupo ocorressem sem sobressaltos.

​Toda a documentação, mídias e materiais eletrônicos recolhidos nesta terça-feira foram encaminhados para a Politec e equipes técnicas do Gaeco. A expectativa é que a triagem dos novos dados revele o tamanho exato do rombo institucional em Sinop e identifique nominalmente os servidores que se corromperam ao poder paralelo.

A visão do Olhar Informação:

A Operação Aliança Oculta joga luz sobre o reflexo mais sombrio da ousadia das facções em Mato Grosso, que agora tentam mimetizar o Estado ao promover festas e infiltrar o poder público. Ao farejar e sufocar essa estratégia em Sinop, o Gaeco lembra que a cultura e a administração pública não podem se curvar à tirania do tráfico, sob o risco de perdermos a soberania de nossas cidades para os tribunais do crime.

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