Acusado ameaçou a companheira com facão, ateou fogo na casa e acabou ferido pelo próprio incêndio durante a Operação Escudo Feminino.
CÁCERES – Uma ação rápida da Força Tática do 6º Comando Regional da Polícia Militar resultou na prisão de um homem suspeito de tentativa de feminicídio, ameaça e incêndio criminoso na zona rural de Cáceres. O flagrante ocorreu nesta sexta-feira (12), inserido no contexto da Operação Escudo Feminino, mobilização estadual voltada ao combate rigoroso à violência contra a mulher.
A intervenção teve início após o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) emitir um alerta sobre um caso grave de violência doméstica em uma fazenda da região. Ao chegarem ao endereço indicado, os policiais foram recebidos pela vítima, uma mulher de 41 anos, que relatou momentos de puro terror vividos desde a noite anterior.
Noite de pânico e fuga na mata
De acordo com o depoimento da vítima, o suspeito a encurralou na noite de quinta-feira, pressionando um facão contra o seu pescoço. Após entrar em luta corporal com o agressor, ela conseguiu escapar e correu em busca de socorro. Para garantir a sobrevivência dos filhos menores de idade, a mãe permaneceu escondida em uma área de mata nos arredores da propriedade até o amanhecer.
Ao retornar para a residência na manhã seguinte, as agressões verbais recomeçaram. Ignorando os apelos da companheira e de testemunhas locais, o homem espalhou gasolina pelo imóvel e ateou fogo. O ato resultou em uma forte explosão que destruiu completamente a casa da família.
Prisão e atendimento médico
Após provocar o incêndio, o suspeito fugiu pelos fundos do imóvel carregando queimaduras pelo corpo. Os militares realizaram buscas na área e o localizaram escondido em um barracão da fazenda.
Devido à gravidade dos ferimentos provocados pelas chamas que ele mesmo acendeu, a equipe da Força Tática acionou o Corpo de Bombeiros Militar. O homem recebeu os primeiros socorros e foi encaminhado ao Hospital Regional de Cáceres, onde permanece internado sob estrita custódia policial.
A ocorrência foi formalmente registrada e o caso entregue à Polícia Judiciária Civil, que conduzirá as investigações e os procedimentos legais cabíveis.
O Olhar Informação repudia veementemente qualquer ato de violência contra a mulher e reforça a urgência de denúncias imediatas pelo 190 ou 180; a omissão mata, mas a coragem e a ação integrada do Estado salvam vidas.
