Da Redação Olhar Informação
William Júnior, de 19 anos, tinha acabado de chegar da Bolívia; criminosos pouparam a mãe após ordem de liderança por chamada de celular.
CUIABÁ – Uma noite de horror marcou o bairro Praeiro, em Cuiabá, no último domingo (1). William Júnior, de apenas 19 anos, foi executado com diversos tiros na cabeça dentro de uma quitinete. O crime, com fortes indícios de execução por facção criminosa, revelou contornos de extrema crueldade: os assassinos fizeram uma chamada de vídeo para seus líderes para decidir se matariam também a mãe da vítima.
De acordo com o delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a mulher sobreviveu por uma "ordem" superior. Ao tentar proteger o filho durante a invasão, ela foi brutalmente agredida com coronhadas na cabeça. "Depois de matarem o William, eles fizeram a chamada de vídeo para saber se ela seria morta. A liderança disse que não, que apenas o rapaz era o alvo", relatou o delegado em entrevista à TV Vila Real.
Investigação e Conexão com a Bolívia
William estava em Cuiabá há poucos dias. Ele havia acabado de retornar da Bolívia e alugado a quitinete por um curto período. A investigação agora foca em descobrir o que o jovem fazia no país vizinho e qual a motivação do grupo criminoso, que já o estaria monitorando.
Cronologia do Crime:
Monitoramento: Testemunhas viram um carro branco rondando o conjunto de quitinetes momentos antes do ataque.
Invasão: Pelo menos três suspeitos invadiram o local por volta das 22h, logo após mãe e filho terminarem de assistir TV.
Execução: William foi atingido por vários disparos, a maioria na região da cabeça, impossibilitando qualquer chance de socorro pelo SAMU.
Agressão: A mãe, em um ato de desespero para salvar o filho, reagiu e acabou sendo espancada pelos criminosos antes de ser poupada pela facção.
Cenário de Guerra
A cena do crime foi isolada para os trabalhos da Politec e da DHPP. O histórico de William e suas conexões internacionais são peças-chave para entender se a execução faz parte de uma disputa territorial ou acerto de contas entre organizações criminosas.
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