Ex Presidente da Assembleia e forte nome à reeleição, Eduardo Botelho analisa isolamento de Jayme Campos e divisão do partido em torno do Palácio Paiaguás.
Olhar Da Redação
O deputado estadual Eduardo Botelho (União), conhecido por sua habilidade de diálogo e bom humor, não poupou sinceridade ao descrever o atual momento de sua sigla em Mato Grosso. Questionado sobre os rumores de divisão interna no União Brasil devido às articulações para a sucessão estadual em 2026, Botelho foi enfático: "não está rachado, está partido".
A definição irônica resume o cenário de distanciamento entre dois polos da legenda: de um lado, o senador Jayme Campos, que mantém firme a pretensão de candidatura própria ao Governo; do outro, a ala liderada pelo governador Mauro Mendes, que já sinaliza um arco de alianças em torno do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Carreira e Liderança
Botelho, que consolidou sua força política como presidente da Assembleia Legislativa (ALMT) e figura como um dos nomes mais cotados para a reeleição no próximo pleito, observa de perto a movimentação solitária do colega de partido. Segundo ele, Jayme tem percorrido o interior do estado para angariar apoio de prefeitos e vereadores, mas sem a estrutura ou o acompanhamento formal da sigla.
"Ele disse que está trabalhando sozinho. Não chamou ninguém do partido, está fazendo esse trabalho intenso com lideranças. Ele está viajando o interior, só ele, sem levar o partido junto", revelou o parlamentar.
O "Dia D" em Abril
Para Botelho, o jogo de especulações deve dar lugar a ações concretas em breve. Ele sugere que Jayme convoque oficialmente a executiva do partido para apresentar suas intenções. O presidente da ALMT projeta que, a partir de abril, o senador terá que "mostrar as forças que tem" e provar que possui viabilidade eleitoral e apoio de outras siglas para sustentar sua candidatura internamente.
Permanência Garantida
Apesar do cenário de isolamento dentro da estrutura partidária, o deputado descartou qualquer possibilidade de Jayme Campos abandonar o União Brasil para viabilizar o projeto em outra legenda.
"Ele me disse que não sai do partido de jeito nenhum. A chance é zero", concluiu Botelho, sinalizando que a disputa pela preferência do grupo deve ocorrer inteiramente no campo interno, mesmo que sob clima de tensão.
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