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13 de Junho de 2026
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Polícia Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2026, 06:59 - A | A

Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2026, 06h:59 - A | A

Cadeia nele

Delegados pedem quebra de sigilo de investigador acusado de estuprar detenta em Sorriso

Da Redação Olhar Informação 

Terror na Delegacia: Vítima teria sido abusada quatro vezes sob ameaça de morte contra a filha de 6 anos; DNA confirma crime

SORRISO – Os delegados da Polícia Civil, Laysa Crisóstomo de Paula Leal, Paulo César Brambilla Costa e Thiago de Souza Meira Silva, formalizaram junto à Vara Criminal de Sorriso o pedido de apreensão e quebra de sigilo telefônico do investigador Manoel Batista da Silva. Ele é acusado de estuprar uma detenta de 25 anos dentro da unidade policial.

A investigação aponta que o celular do servidor pode conter provas cruciais, como registros de coação, abuso de função pública e possíveis ameaças proferidas contra a vítima.

Relatos de "Nojo e Repulsa"

Documentos obtidos pelo Olhar Informação revelam depoimentos chocantes de outras detentas que dividiam a cela com a vítima. Testemunhas descreveram que a mulher era retirada do local sob falsos pretextos — como o de tomar banho — e retornava em estado de choque, chorando compulsivamente.

Uma das colegas de cela relatou que, após a última saída, a vítima tentou se higienizar de forma improvisada dentro da própria cela, demonstrando visível "nojo e repulsa". O comportamento foi classificado pelos investigadores como uma reação típica de vítimas de violência sexual extrema.

Ameaça à família e confirmação por DNA

Em seu depoimento, a vítima afirmou que foi retirada da cela três vezes durante a noite. Sob a mira de ameaças psicológicas terríveis, o investigador teria dito que "mataria seus familiares e sua filha de 6 anos" caso ela não se submetesse aos abusos. No total, a jovem acusa o servidor de quatro estupros ocorridos entre os dias 8 e 9 de dezembro.

A prova técnica, no entanto, é o que sustenta a gravidade da denúncia: todos os servidores da unidade ofereceram material genético voluntariamente, e o resultado foi implacável. O DNA de Manoel Batista da Silva foi o único a apresentar resultado positivo e compatível com o material biológico encontrado na vítima.

Prisão Mantida

O investigador foi preso no último domingo (1º) após cerca de 50 dias de investigação sigilosa. Após passar por audiência de custódia nesta semana, a Justiça decidiu manter a prisão preventiva do servidor, que permanece à disposição do Judiciário enquanto o inquérito avança com o pedido de acesso aos dados telefônicos.

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