A Justiça de Mato Grosso manteve a prisão de Rodrigo Moreira de Figueiredo, ex-assessor jurídico do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), após audiência de custódia realizada na tarde de quarta-feira, 26 de novembro de 2025.
Rodrigo foi detido durante a Operação Vertigem, conduzida pela Polícia Civil e deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), sob suspeita de liderar uma organização criminosa dedicada à venda de drogas sintéticas em Cuiabá e Várzea Grande.
A decisão de manter a prisão foi formalizada pelo juiz Moacir Tortato, do Juízo de Garantias, e o processo está sendo conduzido sob sigilo; em resposta à repercussão do caso, o Tribunal de Justiça emitiu uma nota informando a exoneração de Rodrigo do cargo de assessor jurídico que ocupava, destacando que os atos atribuídos ao servidor são de natureza estritamente pessoal e não têm qualquer relação com suas funções ou com o TJMT.
As investigações conduzidas pela Denarc, iniciadas em 2023 com base na Operação Doce Amargo, revelaram que o ex-assessor desempenhava um papel central em grupos de "rateio", facilitando a aquisição de substâncias ilícitas entre indivíduos de alto poder aquisitivo, obtendo lucros com essa atividade; durante as buscas na residência de Rodrigo, localizada no bairro Goiabeiras, foram encontradas evidências de sua atuação como líder desses grupos.
De acordo com informações da Polícia Civil, as principais drogas comercializadas incluem ecstasy, MDMA e LSD, popularmente conhecidas como “bala”, “roda” e “doce”, além de outras substâncias como “loló”; a organização criminosa comercializava essas substâncias, trazidas do Paraguai por um traficante que é o principal alvo da operação e atualmente reside no país vizinho, e esta é a segunda vez que o servidor é detido pelos mesmos crimes.
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