|
22 de Julho de 2026
facebook instagram
facebook instagram

22 de Julho de 2026

Polícia Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2026, 09:28 - A | A

Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2026, 09h:28 - A | A

O contador

"Arquiteto" de empresas fantasmas é alvo da Operação CNPJ na Cela por fraude milionária em MT

Arte-@sidsidao12

Da Redação ​Olhar Informação

Contador especializado em 'engenharia da sonegação' tem registro suspenso após causar rombo de R$ 45 milhões

CUIABÁ – O contador Marcelo Rodrigues Arruda, apontado pelas autoridades como o cérebro por trás de um sofisticado esquema de empresas de fachada, é novamente o centro de uma ofensiva do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira-MT). Alvo da Operação CNPJ na Cela, o profissional teve seu exercício profissional suspenso judicialmente devido à reincidência em crimes fazendários.

​Marcelo já era monitorado desde setembro de 2025, quando foi alvo da Operação Hortifraude. Naquela ocasião, as investigações da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz) revelaram um prejuízo superior a R$ 45 milhões aos cofres públicos no setor de hortifrutigranjeiros.

Industrialização de "Empresas de Papel"

​As investigações da Defaz indicam que o contador não apenas prestava serviços burocráticos, mas utilizava seu registro profissional (CRC) para "industrializar" a abertura de empresas fantasmas. Na nova fase, a Operação CNPJ na Cela identificou que ele validava informações falsas e operava cadastros para dar aparência de legalidade a negócios inexistentes.

​Embora as apurações iniciais desta nova etapa apontem um prejuízo imediato de R$ 190 mil, os delegados acreditam que, com o avanço da perícia em notas fiscais sem lastro, as cifras alcancem valores milionários, repetindo o padrão da operação anterior.

Recado Firme às Profissões Liberais

​Para o delegado João Paulo Firpo Fontes, o contador se especializou em uma "engenharia da sonegação". A autoridade policial destacou que a operação serve como um alerta para profissionais que utilizam suas habilitações para servir a esquemas ilícitos.

​“Ao colocar o escritório a serviço do crime, assumem a condição de coautores e responderão com o mesmo rigor da lei”, afirmou o delegado.

 

​O titular da Defaz, Walter de Melo Fonseca Júnior, reforçou que a atuação do contador era "dolosa e indispensável" para burlar os sistemas de controle do Estado. Sem a expertise técnica, o esquema não teria atingido tamanha dimensão.

Próximos Passos

​Com a suspensão do registro profissional de Marcelo, a força-tarefa acredita ter interrompido a emissão de notas frias. Agora, o inquérito entra na fase final de rastreamento do patrimônio oculto para garantir que os valores desviados sejam integralmente devolvidos à sociedade mato-grossense.

Olhar Informação: A notícia com a precisão que você exige e a verdade que o fato impõe.

Comente esta notícia

(65) 9 9237-2085
AVENIDA JOSÉ MONTEIRO DE FIGUEIREDO - EDIFÍCIO DOM AQUINO - SALA A - DUQUE DE CAXIAS , CUIABÁ / MT
Olhar Informação
facebook instagram