Em 15 de novembro de 2025, o Vaticano devolveu proativamente 62 artefatos indígenas ao Canadá, sinalizando um compromisso com o diálogo e a reconciliação.
O Vaticano emitiu um comunicado expressando a esperança de que esta ação transmitisse um "sinal claro de diálogo, respeito e amizade".
O Bispo Gudreau, chefe da Conferência Canadense de Bispos Católicos (CCCB), liderou uma delegação ao Vaticano, onde o Papa Leão XIV entregou os artefatos.
Esses itens faziam inicialmente parte da coleção etnográfica Anima Mundi dos Museus do Vaticano. A maioria foi enviada a Roma por missionários católicos entre 1923 e 1925 para uma exposição de 1925 organizada pelo então Papa Pio XI, que contou com mais de 100.000 exposições.
A CCCB declarou que transferirá os artefatos para as Organizações Indígenas Nacionais (OINs) o mais rápido possível para garantir que "retornem às suas comunidades de origem".
As próprias comunidades indígenas serão os guardiões finais.
Este gesto faz parte do diálogo contínuo entre a Igreja e os líderes indígenas, ecoando o pedido de desculpas feito pelo falecido Papa Francisco durante sua visita ao Canadá em 2022 por abusos ocorridos em escolas residenciais administradas pela igreja.
Também reconhece o papel da Igreja na supressão das culturas indígenas.
Do final do século XIX até a década de 1990, o governo canadense enviou aproximadamente 150.000 crianças indígenas para 139 escolas residenciais administradas pela igreja.
Essas escolas romperam as conexões das crianças com suas famílias, línguas e culturas, e muitas crianças sofreram abusos e foram enterradas em sepulturas sem identificação.
últimas




