No domingo (9), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um dividendo de, no mínimo, US$ 2.000 por pessoa, financiado integralmente pelas receitas das tarifas que seu governo impôs, afirmando que os Estados Unidos são o país mais rico e respeitado do mundo, com inflação quase nula e recordes no mercado de ações.
Trump ressaltou que o país está arrecadando trilhões de dólares em tarifas e que, em breve, esses recursos permitirão começar a pagar a dívida federal de US$ 37 trilhões, sustentando que sem as tarifas esses resultados não seriam possíveis.
O economista e consultor André Perfeito alertou que, sem detalhes sobre a mecânica do programa, o custo do dividendo pode chegar a US$ 694 bilhões, o que agravaria ainda mais a situação fiscal, exigindo maior emissão de dívida, elevação dos juros dos títulos e desvalorização do dólar, especialmente num contexto de shutdown que já afeta voos e a economia americana.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, esclareceu que o pagamento poderia ser realizado de diversas formas, como redução de impostos ou créditos fiscais, e que a definição de elegibilidade e o mecanismo de distribuição dependeriam de aprovação do Congresso.
Críticos apontam que as tarifas funcionam como um imposto sobre o consumo, elevando preços antes da distribuição do dividendo, e ressaltam que a legalidade das tarifas está sendo contestada nos tribunais, enquanto Trump rotulou os opositores das tarifas de "tontos".
últimas





