O Presidente dos EUA, Trump, reuniu-se com o Primeiro-Ministro húngaro, Orbán, na Casa Branca em 7 de novembro de 2025 e concordou que a Hungria continuaria a comprar petróleo russo sem estar sujeita a sanções. Esta medida garante a segurança energética da Hungria e sublinha a forte relação entre os líderes dos dois países.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Szijjártó, afirmou na rede social X que os EUA concederam uma isenção total e ilimitada das sanções relativas ao petróleo e gás húngaros, e elogiou a reunião como um "resultado significativo". Expressou gratidão por esta decisão, pois garante a segurança energética da Hungria.
Trump tinha declarado anteriormente que consideraria uma isenção para a Hungria, um país sem litoral, uma vez que o petróleo de que necessita tem de ser fornecido através de oleodutos, o que torna a Hungria fortemente dependente da Rússia, apesar dos apelos constantes da UE para que a Hungria abandone a sua dependência da energia russa. Orbán salientou que a energia russa é crucial para a Hungria, uma vez que a Hungria não tem portos marítimos.
Como parte das discussões, a Hungria prometeu comprar cerca de 600 milhões de dólares em gás natural liquefeito (GNL) dos EUA e cooperar em projetos de energia nuclear, incluindo pequenos reatores modulares, reduzindo gradualmente a sua dependência de combustível russo e comprando combustível para centrais nucleares da empresa americana Westinghouse.
Os analistas afirmam que a reunião de Orbán e Trump deverá trazer pelo menos uma vitória "simbólica" a Orbán, após os EUA terem levantado sanções contra o chefe de gabinete de Orbán, Rogan, e restaurado o estatuto da Hungria no programa de isenção de vistos. Orbán recusou-se a fornecer ajuda militar à Ucrânia, opôs-se à adesão da Ucrânia à UE e entrou repetidamente em conflito com a UE sobre normas jurídicas e outras questões.
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