A Rússia rejeitou a mais recente proposta de paz dos Estados Unidos sobre a Ucrânia e declarou vitória em combates por cidades ucranianas-chave, o que a Ucrânia rejeitou como propaganda.
O Ministério da Defesa russo anunciou a captura de Pokrovsk, no leste da Ucrânia, uma afirmação repetida pelo Ministro da Defesa Andrei Belousov.
Alegações adicionais incluíram a expulsão de defensores ucranianos de Vovchansk e Kupiansk, na região de Kharkiv, no norte.
A Força-Tarefa Conjunta da Ucrânia negou as alegações russas, afirmando que a maior parte de Kupiansk permanece sob controle ucraniano.
O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia chamou as declarações russas de propaganda destinada a influenciar a delegação dos EUA que chegou a Moscou para negociações de paz com o conselheiro de Putin, Yuri Ushakov.
Comandantes ucranianos afirmaram que suas forças ainda estavam envolvidas em combates em Pokrovsk, Vovchansk e Kupiansk, com alguns resistindo ao avanço do inimigo.
Em meio a essas declarações contestadas do campo de batalha, o governo do presidente Volodymyr Zelensky enfrentou turbulências internas com a demissão de um alto funcionário político sob acusação de corrupção, levantando questões sobre a posição de Kiev nas negociações de paz.
A proposta de paz dos EUA, apresentada pelo enviado Steve Witkoff, foi o resultado de intensas negociações EUA-Ucrânia, baseadas em um plano de 28 pontos.
Autoridades russas indicaram que, embora as discussões tenham abordado cooperação territorial e econômica, a Rússia não concordou com nada específico no plano apoiado pelos EUA.
O presidente russo, Vladimir Putin, declarando que a captura de Pokrovsk é uma "boa base" para atingir objetivos militares, ameaçou "cortar a Ucrânia do mar", mencionando especificamente Odessa e Mykolaiv.
Putin também se dirigiu à Europa com um aviso sobre a prontidão para o conflito em caso de provocação, descrevendo as ações da Rússia na Ucrânia como "cirúrgicas" em vez de uma guerra no sentido moderno.
Ele sugeriu que o conflito contribuiu para a formação de um mundo multipolar.
Apesar das declarações de busca pela paz, a campanha militar da Rússia contra a Ucrânia continua. Entre 27 de novembro e 3 de dezembro, a Rússia lançou aproximadamente 1.100 drones e 39 mísseis, com a Ucrânia relatando a interceptação de 1.000 drones e metade dos mísseis.
Os ataques resultaram em vítimas em Dnipro, e a Ucrânia respondeu com ataques à infraestrutura energética russa, incluindo refinarias de petróleo e tanques de armazenamento, bem como uma fábrica de drones.
As ações da Ucrânia teriam levado a uma redução na produção e exportação de petróleo bruto russo.
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