A incerteza domina a véspera da cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz em 10 de dezembro de 2025, com a Venezuela envolvida em expectativa, esperança e temor quanto à possível presença em Oslo, Noruega, da líder opositora venezuelana María Corina Machado, cujo paradeiro é desconhecido e que tem vivido em segredo desde o início de 2025.
A primeira aparição pública de Machado desde janeiro de 2025 poderá ser na conferência de imprensa do vencedor no Instituto Nobel da Paz, programada para terça-feira às 13:00, hora local, enquanto o governo venezuelano, através de Diosdado Cabello, denuncia o prêmio como um "leilão".
A família de Machado, incluindo sua filha Ana Corina Sosa, sua mãe Corina Parisca e sua irmã Clara Machado, já se encontram em Oslo expressando seu orgulho e emoção, juntamente com figuras da direita latino-americana que chegaram para apoiar Machado.
A eventual assistência de Machado representaria um potente desafio ao presidente Nicolás Maduro e ao governo que a persegue, destacando seu papel como figura chave da oposição venezuelana galardoada com o Nobel, embora, em meio a uma crise de conectividade em Caracas, não esteja claro como e quando Machado poderia ter saído da Venezuela.
Enquanto isso, o presidente argentino Javier Milei partiu em um voo especial na segunda-feira, o presidente paraguaio Santiago Peña chegará na quarta-feira, e o presidente panamenho José Raúl Mulino já está em Oslo, tendo se reunido com a família de Machado.
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