Um congressista dos EUA que participou do Fórum Internacional de Segurança de Halifax tentou no sábado esclarecer a confusão em torno de um plano de paz vazado para a Ucrânia.
O Secretário de Estado Marco Rubio contatou a delegação bipartidária para garantir que o documento não representasse a posição do governo Trump.
A ligação ocorreu quando a delegação estava a caminho de Genebra para discussões com autoridades ucranianas.
Segundo os legisladores, Rubio descreveu o plano como uma proposta russa, não uma iniciativa americana.
O senador Mike Rounds disse que os EUA receberam a proposta e atuaram como intermediários para compartilhá-la, enfatizando que os EUA não a divulgaram.
A divulgação do plano havia levantado questões em Kiev, capitais europeias e Washington sobre o possível apoio dos EUA a um plano favorável ao Kremlin.
Rubio também abordou preocupações sobre uma possível ameaça de cortar o compartilhamento de inteligência ou a ajuda militar se a Ucrânia rejeitasse os termos. Rounds relatou que Rubio não tinha conhecimento de nenhuma ameaça desse tipo.
Rubio disse que a intenção era dar aos ucranianos a oportunidade de responder à proposta que estava sendo discutida publicamente.
A ligação de Rubio ocorreu a pedido dos legisladores, que estavam cada vez mais chocados com a proposta e criticados por líderes globais.
Rubio concordou em explicar a situação e permitir que os legisladores compartilhassem o que ele lhes disse. Rubio, juntamente com o Secretário do Exército Dan Driscoll e o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, estavam programados para se encontrar com conselheiros ucranianos em Genebra no domingo, antes de se encontrarem com representantes russos.
A senadora Jeanne Shaheen enfatizou que o plano de paz continha elementos que a Ucrânia e seus aliados americanos nunca aceitariam, incluindo restrições ao aumento de novos membros na OTAN e ao tamanho do exército ucraniano.
Shaheen enfatizou a necessidade de negociações genuínas para um acordo de paz viável para a Ucrânia e a Rússia.
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