Os ministros das Relações Exteriores da UE discutirão o plano de paz dos EUA para a Ucrânia em Bruxelas em 20 de novembro de 2025.
A Alta Representante da UE para Assuntos Externos, Kaya Kallas, comentou o "plano de paz" dos EUA para a guerra na Ucrânia, afirmando que qualquer acordo requer o apoio de ucranianos e europeus para ter sucesso, ao mesmo tempo em que expressou dúvidas sobre sua eficácia.
Abrindo a reunião dos ministros das Relações Exteriores da UE em Bruxelas, Kallas enfatizou que a Europa sempre defendeu uma paz justa e de longo prazo e saúda quaisquer esforços para alcançá-la. No entanto, ela ressaltou que qualquer plano de paz deve ser de longo prazo, justo e apoiado tanto por ucranianos quanto por europeus.
Kallas também observou que nesta guerra, "há um agressor e uma vítima", e atualmente não há sinais de concessões por parte da Rússia, apontando que 93% dos ataques russos visam infraestrutura civil, como escolas, hospitais e edifícios residenciais.
Quando questionada sobre o envolvimento da UE no desenvolvimento do plano americano, Kallas respondeu: "Pelo que sei, não", acrescentando que os ministros das Relações Exteriores da UE discutirão o plano, que foi supostamente desenvolvido pelos EUA em consulta com a Rússia e reflete as demandas conhecidas de Moscou, que são inaceitáveis para a Ucrânia.
De acordo com relatos da mídia, o "plano de paz" dos EUA envolve a retirada do exército ucraniano de todo o Donbass, uma redução no tamanho e nas capacidades de combate das Forças Armadas Ucranianas, e a renúncia da Ucrânia às exigências de implantação de forças de paz e adesão à OTAN. Em troca, Moscou se comprometeria a não atacar a Ucrânia ou outros países europeus, consagrando essa promessa em lei.
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