O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Albert Ramdin, confirmou que o organismo mantém conversas reservadas com diversos atores-chave na crise venezuelana, incluindo funcionários do governo chavista, figuras proeminentes da oposição e representantes do governo dos Estados Unidos, com o objetivo de explorar possíveis cenários de mudança política na Venezuela.
Ramdin enfatizou a necessidade de discrição nesses processos diplomáticos, negando-se a revelar nomes específicos dos participantes, e revelou que a OEA está pronta para um processo de transição se Nicolás Maduro deixar o poder.
Ramdin sublinhou que a OEA está preparada para oferecer apoio a um processo de transição na Venezuela, mas reiterou que a decisão final e a iniciativa devem provir do povo e das autoridades venezuelanas, enfatizando que a decisão deve ser a vontade do povo e das autoridades venezuelanas.
O líder da OEA ressaltou a importância de facilitar conexões entre pessoas relevantes, ouvir diferentes perspectivas e promover diálogos construtivos sem exacerbar conflitos, e acrescentou que a OEA mantém conversas discretas com os diferentes setores envolvidos na tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela, incluindo a oposição, as autoridades e os estados membros, para ajudar em uma transição, se necessário.
Essas declarações ocorrem em um contexto de crescentes tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela, exacerbadas pelo destacamento de forças militares americanas no Caribe contra o narcotráfico, ações que o governo venezuelano percebe como ameaças diretas.
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