Blaise Metreweli, a recém-nomeada chefe do Serviço Secreto de Inteligência Britânico (MI6), fará seu primeiro discurso público, alertando sobre uma crescente ameaça russa, que ela descreve como 'agressiva, expansionista e revisionista'.
Metreweli assumiu seu cargo em outubro, sucedendo Richard Moore, e marcando um momento histórico como a primeira chefe do MI6 em seus 116 anos de existência, conhecida publicamente pelo codinome 'C'.
Em seu primeiro discurso no cargo, Metreweli deverá dizer que o Reino Unido enfrenta uma nova “era de incerteza”, onde as regras do conflito estão sendo reescritas, especialmente à luz da agressão mais ampla do Kremlin após a invasão da Ucrânia.
O discurso de Metreweli ressaltará o apoio inabalável do Reino Unido à Ucrânia, afirmando que Vladimir Putin não deve ter ilusões de que o apoio do Reino Unido é duradouro e que a pressão será mantida.
Ela também destacará que a 'exportação do caos' é uma característica deliberada da abordagem da Rússia às relações internacionais, uma tendência que ela prevê que continuará até que Putin seja compelido a reavaliar suas estratégias, transmitindo uma mensagem firme de que “nosso apoio é duradouro e a pressão que aplicamos em nome da Ucrânia será sustentada”.
Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, a Grã-Bretanha implementou sanções contra inúmeras figuras empresariais, líderes políticos, empresas, navios e entidades russas, incluindo a agência de inteligência militar GRU, e Metreweli também enfatizará a necessidade de aprimorar o uso da tecnologia para combater ameaças à segurança do Reino Unido, incluindo terrorismo e guerra de informação. Em um discurso separado no mesmo dia, Richard Knighton, chefe das forças armadas britânicas, defenderá uma abordagem de 'toda a sociedade' para a defesa, citando a crescente incerteza e ameaças, e observando uma probabilidade crescente de a Rússia invadir um país da OTAN.
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