O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, cancelou uma entrevista previamente agendada com o programa “60 Minutes”, da emissora americana CBS News, no domingo, 26 de outubro de 2025. A decisão de última hora partiu do ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, que alegou que a participação na entrevista já não era mais considerada segura.
O anúncio do cancelamento foi divulgado pelo perfil do programa “60 Minutes” na rede social X (antigo Twitter), informando que, após meses de negociações, a entrevista marcada em um hotel em Caracas foi cancelada minutos antes de seu início. A entrevista foi planejada após meses de negociações, com a equipe de Maduro escolhendo o horário e o local.
O cancelamento ocorre em um contexto de alta tensão entre os governos da Venezuela e dos Estados Unidos. Desde o início de setembro, a administração de Donald Trump intensificou operações contra supostos traficantes de drogas, com a maioria delas ocorrendo no Caribe e próximas à América do Sul. Ataques também foram conduzidos no Oceano Pacífico em 21 e 22 de outubro.
Com as recentes mortes anunciadas, o número total de pessoas falecidas em ataques norte-americanos chega a pelo menos 43, com pelo menos dez embarcações afundadas desde o início de setembro. Relatos do The Washington Post indicam que o presidente Trump estaria planejando uma ofensiva militar contra a Venezuela, com o objetivo de derrubar o governo de Maduro. Segundo o jornal, Trump teria assinado um documento confidencial autorizando a CIA a realizar ações agressivas contra o governo venezuelano e grupos ligados ao narcotráfico. O senador Lindsey Graham mencionou a possibilidade de operações terrestres contra o tráfico de drogas.
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