|
14 de Março de 2026
facebook instagram
facebook instagram

14 de Março de 2026

MUNDO Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2026, 09:29 - A | A

Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2026, 09h:29 - A | A

Tensão Máxima

Khamenei desafia Donald Trump e ameaça destruir porta-aviões dos EUA

Da Redação Olhar Informação 

Enquanto negociadores buscam um consenso em Genebra, o Líder Supremo do Irã elevou o tom da retórica militar, garantindo que a pressão da Casa Branca não causará a queda do regime e sinalizando que qualquer movimento de agressão norte-americano será respondido com fogo no mar, transformando o diálogo diplomático em um perigoso jogo de xadrez bélico.

TEERÃ / GENEBRA — O clima de hostilidade entre o Irã e os Estados Unidos atingiu um novo ápice nesta terça-feira (17). Em pronunciamento transmitido pela TV estatal iraniana, o Líder Supremo, Ali Khamenei, rebateu diretamente as recentes pressões do presidente norte-americano Donald Trump. Com um discurso inflamado, Khamenei afirmou categoricamente que Trump "não conseguirá derrubá-lo" e lançou uma ameaça direta às forças navais dos EUA, mencionando a capacidade iraniana de "afundar porta-aviões" em caso de conflito.

A fala ocorre precisamente no momento em que delegações de ambos os países estão reunidas em Genebra, na Suíça, para uma rodada de negociações que visa um novo acordo para limitar o programa nuclear de Teerã.

Pressão em Dois Fronts

Do lado de Washington, a estratégia de Donald Trump tem sido a de "pressão máxima". O presidente dos EUA tem condicionado a suspensão de sanções econômicas a um acordo rígido, que não apenas limite a capacidade nuclear do Irã, mas que também encerre o apoio do país a milícias regionais.

Para o governo Trump, o Irã precisa ceder para evitar o colapso econômico completo. No entanto, a resposta de Khamenei sinaliza que o regime não pretende negociar em uma posição de submissão. A ameaça aos porta-aviões é vista por analistas internacionais como uma tentativa de dissuasão, lembrando ao Ocidente o custo de uma eventual intervenção militar no Golfo Pérsico.

O impasse de Genebra

Apesar da retórica belicista de Teerã, as mesas de negociação em Genebra permanecem ativas. Diplomatas tentam encontrar uma zona de convergência antes que o diálogo seja totalmente eclipsado pelas ameaças militares. A grande questão é se as equipes técnicas conseguirão isolar o ruído das declarações públicas dos líderes para alcançar um tratado que garanta a segurança global e a estabilidade econômica da região.

Análise Olhar Informação

"Quando a diplomacia de Genebra é confrontada pelos tambores de guerra em Teerã, o mundo observa o limite perigoso entre a mesa de negociações e o gatilho, onde um erro de cálculo pode transformar palavras em chamas no oceano."

Comente esta notícia

(65) 9 9237-2085
AVENIDA JOSÉ MONTEIRO DE FIGUEIREDO - EDIFÍCIO DOM AQUINO - SALA A - DUQUE DE CAXIAS , CUIABÁ / MT
Olhar Informação
facebook instagram