Venezuela denuncia ataques aéreos dos EUA contra civis e anuncia contra-ofensiva militar
CARACAS – Em um pronunciamento que eleva a tensão no continente ao seu nível mais crítico, o governo da Venezuela denunciou, neste sábado (3), uma série de bombardeios executados pelos Estados Unidos em território venezuelano. Segundo o Ministério da Defesa, os ataques atingiram áreas residenciais e causaram vítimas entre a população civil.
Ataques na Madrugada
As explosões começaram por volta das 02h00 (horário local) e foram sentidas com força na capital, Caracas, e em estados vizinhos como Miranda, Aragua e La Guaira. Relatos de jornalistas e moradores descrevem janelas tremendo e o som persistente de aeronaves sobrevoando as cidades por cerca de uma hora.
O ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López, afirmou que mísseis e foguetes foram disparados de helicópteros de combate, atingindo inclusive áreas urbanas e instalações militares como o Forte Tiuna.
"Desdobramento Massivo"
Como resposta imediata, o governo venezuelano anunciou a ativação de um plano de defesa integral. As medidas incluem:
- Mobilização Total: Desdobramento de meios terrestres, aéreos, navais e fluviais.
- Sistemas de Mísseis: Ativação de armamentos de defesa aérea e contra-ofensiva em pontos estratégicos.
- Estado de Alerta: Monitoramento de danos à infraestrutura, uma vez que diversas áreas da capital ficaram sem eletricidade após as explosões.
Violação do Direito Internacional
O general Padrino López classificou a ação americana como "vil e covarde", enfatizando que o solo venezuelano foi "profanado". O governo anunciou que levará uma denúncia formal à comunidade internacional e a organismos multilaterais, alegando que os Estados Unidos violaram flagrantemente a Carta das Nações Unidas e as normas do Direito Internacional.
Até o momento, o balanço oficial de mortos e feridos está sendo levantado pelas autoridades locais, enquanto o mundo aguarda um posicionamento oficial da Casa Branca sobre a operação.
Entenda o Cenário Político
Este evento marca uma ruptura drástica na segurança regional, colocando as forças militares do continente em alerta máximo.
