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MUNDO Sábado, 03 de Janeiro de 2026, 09:38 - A | A

Sábado, 03 de Janeiro de 2026, 09h:38 - A | A

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Advogado de Trump resgata fala de Moraes sobre “porta-aviões” após captura de Maduro

Olhar - Da Redação

Acervo pessoal

Advogado Trump

 A tensão geopolítica provocada pela incursão militar dos EUA na Venezuela ecoou no cenário jurídico brasileiro neste sábado (3). Martin De Luca, advogado ligado à Trump Media e à plataforma Rumble, utilizou as redes sociais para relembrar uma frase emblemática do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o poderio militar norte-americano.

A Frase do Embate

De Luca resgatou um trecho de uma entrevista concedida por Moraes à revista The New Yorker em abril de 2025. Na ocasião, o ministro foi questionado sobre as pressões do governo Donald Trump em relação às decisões do STF — especificamente sobre o processo que resultou na condenação de Jair Bolsonaro.

Ao comentar a possibilidade de interferência externa nas decisões da Corte brasileira, Moraes respondeu de forma irônica:

“Se eles [EUA] enviarem um porta-aviões, então veremos.”

Contexto de Repercussão

A postagem de De Luca foi feita poucas horas após o anúncio da captura de Nicolás Maduro e sua esposa em Caracas. O resgate da fala foi interpretado por analistas como uma provocação direta e um lembrete do "soft power" e do "hard power" (poder militar) que o governo Trump está disposto a usar na região.

O Peso das Redes

Como advogado da plataforma Rumble — conhecida por abrigar vozes conservadoras e frequentemente em rota de colisão com as ordens de bloqueio do STF —, a menção de De Luca sinaliza que a ofensiva na Venezuela pode encorajar o governo Trump a adotar uma postura mais agressiva também na diplomacia e na pressão sobre o Judiciário brasileiro.

Silêncio e Vigilância

Até o momento, o ministro Alexandre de Moraes e a assessoria do STF não se manifestaram sobre a provocação do advogado. No entanto, o clima em Brasília é de vigilância, com diplomatas tentando entender se a ação contra Maduro representa o início de uma nova doutrina de intervenção direta de Washington em toda a América Latina.

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