|
17 de Junho de 2026
facebook instagram
facebook instagram

17 de Junho de 2026

Justiça Quarta-feira, 20 de Maio de 2026, 09:26 - A | A

Quarta-feira, 20 de Maio de 2026, 09h:26 - A | A

Guerra por herança em Alta Floresta

Irmãos denunciam agressões e ameaças de morte por tios e primos ex-políticos

DA REDAÇÃO OLHAR INFORMAÇÃO

Em entrevista exclusiva à TV HNT, do portal HNT, universitário e pedagoga relatam o drama de dez anos na Justiça e agressão com chicote em disputa por terras de pioneiro.

CUIABÁ – O que deveria ser a partilha justa de um patrimônio familiar transformou-se em um enredo de violência, medo e disputa judicial que já dura uma década. O universitário Matheus Paganotti e sua irmã, a pedagoga Jéssica Paganotti, travam uma batalha nos tribunais para assumirem a herança deixada pelo pai, Eufrasio Santos de Oliveira, em uma propriedade localizada no município de Alta Floresta (790 km ao norte de Cuiabá).

​Em entrevista concedida à TV HNT, do portal HNT, os irmãos revelaram que o conflito escalou de forma perigosa. Eles acusam diretamente o tio — o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal, Luís Carlos de Queiroz — e os primos, Luís Carlos de Queiroz Júnior e Alexandre de Paula, conhecido como "Guga", de tentarem se apossar ilegalmente dos bens que lhes cabem por direito.

Agressão com chicote e ameaças de morte

​De acordo com os relatos dramáticos feitos ao HNT Entrevista, a convivência com os parentes tornou-se insustentável e perigosa. Em dezembro de 2025, ao tentar visitar a casa que pertencia ao pai, Jéssica foi agredida fisicamente e chicoteada por um dos primos. Matheus também revelou que já foi alvo de ameaças de morte, inclusive com o uso de uma suposta arma de fogo.

​"Foi se tornando um convívio insuportável. A gente não conseguia mais ter um dia de alegria junto com eles, a gente foi perdendo o contato porque eles queriam nos afastar da propriedade do meu pai", desabafou o universitário à equipe da TV HNT. Por medo de retaliações e pela integridade física, os irmãos precisaram abandonar a cidade de Alta Floresta.

 

Origem do conflito e tragédia familiar

​As terras em disputa integram uma área total de 77 hectares comprada originalmente pelo avô dos jovens, Odilio de Oliveira, uma figura histórica e pioneira na região, cujo legado dá nome à principal feira de Alta Floresta. A propriedade deveria ser dividida entre os 12 filhos do pioneiro.

​O drama dos irmãos começou em meados de 2016, após o falecimento do pai. Eufrasio enfrentava um quadro severo de depressão, que os filhos afirmam ter sido agravado justamente pelo desgaste das intensas discussões sobre a divisão da herança com os 11 irmãos. Com a morte de Eufrasio, que funcionava como o elo de ligação com o resto da família tradicional, os tios e primos teriam iniciado um processo gradual de expulsão dos jovens.

Direito garantido em primeira instância

​O embate jurídico gira em torno do lote de 1,8 mil metros quadrados onde Eufrasio construiu um imóvel, além do direito dos irmãos a mais 6 hectares de área de vegetação, propícia para cultivo ou novas construções.

​Até o momento, a Justiça já reconheceu, em primeira instância, o direito de propriedade dos irmãos Paganotti. Diante da escalada da violência, os jovens registraram múltiplos boletins de ocorrência junto à Polícia Civil. Os procedimentos investigativos, que inicialmente tramitavam em Cuiabá, foram oficialmente transferidos para a Delegacia de Alta Floresta, que agora conduz as apurações sobre as agressões e ameaças.

A visão do Olhar Informação: A herança de um pioneiro deveria ser sinônimo de orgulho e continuidade familiar, mas o caso dos irmãos Paganotti expõe o lado mais sombrio da ambição humana, onde nem mesmo os laços de sangue ou o luto foram capazes de frear a violência e o desrespeito às decisões do próprio Poder Judiciário.

Comente esta notícia

(65) 9 9237-2085
AVENIDA JOSÉ MONTEIRO DE FIGUEIREDO - EDIFÍCIO DOM AQUINO - SALA A - DUQUE DE CAXIAS , CUIABÁ / MT
Olhar Informação
facebook instagram