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08 de Junho de 2026
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Justiça Quarta-feira, 01 de Abril de 2026, 17:16 - A | A

Quarta-feira, 01 de Abril de 2026, 17h:16 - A | A

Caso Banco Master

Alexandre de Moraes utilizou aeronaves ligadas a ex-banqueiro em voos recentes, apontam documentos

Da Redação Olhar Informação 

Relações sob suspeita: uso de táxi aéreo por escritório da família Moraes levanta novos questionamentos sobre proximidade com o setor privado.

SÃO PAULO – Documentos recentes trazem à tona uma série de deslocamentos aéreos realizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em aeronaves pertencentes a empresas vinculadas ao empresário e ex-banqueiro Ricardo Vorcaro. Os registros indicam que os voos ocorreram em um período de cinco meses, entre 16 de maio e 16 de outubro de 2025.

​A revelação adiciona uma nova camada de complexidade ao cenário político e jurídico brasileiro, em um momento em que as conexões entre altos escalões do Judiciário e o setor empresarial estão sob intenso escrutínio público.

​O Outro Lado: Escritório Barci de Moraes se manifesta

​Em resposta às informações, o escritório Barci de Moraes — que pertence à família do ministro — confirmou a utilização dos serviços, mas buscou distanciar qualquer irregularidade da prática. Segundo a nota oficial, o escritório contrata regularmente diversos serviços de táxi aéreo para suas atividades.

​Entre as empresas contratadas está a Prime Aviation, que teve Ricardo Vorcaro como sócio. A defesa do escritório sustenta que as contratações seguem trâmites de mercado e que a escolha das empresas se dá de forma técnica e profissional, sem relação direta com a figura do ministro em sua atuação pública.

​Um cenário de tensão no poder

​O caso ganha contornos dramáticos devido ao histórico de Vorcaro e à natureza das aeronaves utilizadas. Para analistas políticos, a frequência desses voos e a identidade dos proprietários das empresas prestadoras de serviço podem alimentar novas frentes de questionamento ético.

​O estreitamento dessas relações coloca em xeque a percepção de imparcialidade e levanta alertas sobre os riscos institucionais para diversas figuras que compõem a cúpula do poder em Brasília. O desenrolar dessas investigações promete ser um dos capítulos mais tensos do calendário jurídico deste ano.

"A transparência é o único antídoto contra o privilégio; no Olhar Informação, nossa missão é iluminar os fatos que as sombras do poder tentam ocultar."

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