Da Redação Olhar Informação
Descaso da Rumo: Enquanto trechos distantes avançam, a chegada dos trilhos à Capital enfrenta atraso injustificável de quatro anos
CUIABÁ – Uma mobilização que une ciência, história e política tenta destravar o que a burocracia e a falta de prioridade empresarial interromperam. Nesta semana, a Comissão UFMT Pró-Ferrovia, representada pelo economista Vicente Vuolo, esteve em audiência com a superintendente do Iphan-MT, Ana Joaquina Cruz Oliveira. A pauta é urgente: a liberação da Licença de Instalação (LI) para o trecho de 45,42 km entre Juscimeira e Cuiabá.
O "Gargalo" da Rumo
O diagnóstico do Iphan é claro e aponta para a negligência da concessionária Rumo. De acordo com os documentos apresentados, a empresa entregou apenas 20% dos pontos de sondagem previstos para este trecho. Na prática, restam 36 km a serem prospectados para que o impacto ao patrimônio arqueológico seja avaliado. Sem isso, o órgão não pode emitir o Termo de Anuência à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).
É uma situação considerada inaceitável por técnicos e entusiastas do projeto. Como explicar que o trecho Juscimeira-Dom Aquino, com 100 km de extensão, esteja a "todo vapor" e próximo da inauguração, enquanto o caminho para Cuiabá — que é menor — amarga um atraso de quatro anos? Nada contra,pelo contrário, igualdade nos procedimentos!
Uma Afronta à História
O atraso não é apenas logístico; é um desrespeito à memória política de Mato Grosso. No próximo dia 6 de julho, celebram-se os 50 anos da sanção do projeto da Ferrovia São Paulo-Cuiabá pelo presidente Ernesto Geisel. A morosidade da Rumo fere o legado de pioneiros como o Senador Vicente Emílio Vuolo e o líder Ulysses Guimarães, que vislumbraram este progresso há meio século.
"Mato Grosso não pode ficar de braços cruzados. Ser parceiro é ter compromisso com o projeto na sua totalidade, e não apenas onde o lucro é mais imediato", afirmam membros da comissão.
Pressão Política
O alerta acendeu na Baixada Cuiabana. A Assembleia Legislativa de Mato Grosso já cumpriu seu papel, aprovando e encaminhando as providências necessárias. A deputada Janaína Riva assinou o encaminhamento reforçando que a adoção dessas medidas é imprescindível para destravar o cronograma e viabilizar a chegada dos trilhos a Cuiabá — etapa fundamental para que a ferrovia siga, posteriormente, até Cáceres.
Agora, a pergunta que ecoa na capital é: por que a Rumo ainda não sanou pendências que, segundo o próprio Iphan, podem ser resolvidas em poucos dias? O povo cuiabano exige eficiência.
Nota de Agradecimento: O portal Olhar Informação agradece as contribuições e a luta contínua do economista e cientista político Vicente Vuolo, que mantém viva a chama do desenvolvimento ferroviário em nosso Estado.
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