|
24 de Janeiro de 2026
facebook instagram
facebook instagram

24 de Janeiro de 2026

Geral Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2025, 07:45 - A | A

Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2025, 07h:45 - A | A

Recesso

STF define pauta de julgamentos de alto impacto para o início de 2026

Da Redação

 

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) encerra em 16 de dezembro de 2025 o julgamento do último núcleo da tentativa de golpe de Estado, conhecido como 'núcleo 2', que envolve seis réus acusados de elaborar a minuta do golpe, monitorar autoridades e usar a estrutura da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para interferir nas eleições de 2022. O ministro Alexandre de Moraes, relator das ações, cumpre promessa feita em agosto de concluir todos os julgamentos sobre o plano golpista até o fim de 2025, evitando que o tema impacte o ano eleitoral de 2026.

Com o encerramento dessa pauta, o STF inicia 2026 com uma agenda intensa de julgamentos de alto impacto político e social. Um dos principais casos é o do assassinato da vereadora Marielle Franco, cujo julgamento está marcado para fevereiro, com a participação do ex-deputado federal Chiquinho Brazão e outros acusados. A fase de instrução do processo já foi concluída em junho, mas o caso só agora entra na pauta da Corte.

Em março de 2026, estão previstos os julgamentos dos deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e do suplente Bosco Costa (PL-SE), acusados de envolvimento em um esquema de desvio de emendas parlamentares. Além disso, avança a ação penal contra Eduardo Bolsonaro, tornada possível após a aceitação da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) por coação em atuação nos Estados Unidos.

Outro caso de destaque é o inquérito contra o ex-presidente Jair Bolsonaro pela venda de joias sauditas no exterior, cujos rumos devem ser definidos ainda em 2025 pela PGR. Caso resulte em nova ação penal, o caso será analisado pela Primeira Turma em 2026. Também está em andamento o processo contra o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União), presidente da Alerj, investigado por vazamento de informações sigilosas com possível ligação ao crime organizado no Rio de Janeiro.

O ministro Alexandre de Moraes atua como relator em todas essas ações, consolidando seu papel central no enfrentamento de temas sensíveis da política brasileira. A estratégia de concluir as ações sobre o golpe antes do recesso do Judiciário permitiu que a Corte redirecionasse sua pauta para outros casos de relevância nacional, mantendo o foco em questões de segurança institucional, corrupção e justiça para crimes políticos.

Comente esta notícia

(65) 9 9237-2085
AVENIDA JOSÉ MONTEIRO DE FIGUEIREDO - EDIFÍCIO DOM AQUINO - SALA A - DUQUE DE CAXIAS , CUIABÁ / MT
Olhar Informação
facebook instagram