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22 de Julho de 2026
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Geral Sexta-feira, 19 de Junho de 2026, 09:06 - A | A

Sexta-feira, 19 de Junho de 2026, 09h:06 - A | A

Tendência

Redes Sociais Engolem Mídia Tradicional, mas Fadiga de Informação Faz Confiança Despencar Globalmente

DA REDAÇÃO OLHAR INFORMAÇÃO

Enquanto os feeds digitais consolidam a liderança absoluta no consumo de notícias, o público brasileiro dita o declínio da TV e aponta cansaço mental com excesso de conteúdo.

​O modo como a população mundial consome informação mudou de forma definitiva. Um novo relatório global sobre o consumo de mídia confirmou tendências que vinham se desenhando nos últimos anos e acendeu um alerta vermelho para as empresas jornalísticas tradicionais: as redes sociais são, oficialmente, o novo jornal do planeta.

​A pesquisa aponta que, como principal meio de acesso à informação, as plataformas digitais deram um salto histórico, saindo de aproximadamente 25% para impressionantes 54% de preferência global, liderando o ranking de forma isolada. Fora os podcasts, que mantiveram estabilidade, e os chatbots de Inteligência Artificial — que registraram crescimento ao subir de 7% para 10% —, todos os outros meios tradicionais de comunicação sofreram queda acentuada. 

O Cenário no Brasil: O Abismo da TV Tradicional

O comportamento do público brasileiro acompanha de perto a tendência internacional, mas com nuances ainda mais dramáticas para as mídias analógicas. Por aqui, as redes sociais também ditam o ritmo, dominando com 53% das menções. As TVs aparecem em seguida com 44%, ligeiramente à frente dos sites de notícias, que registram 43%.

O dado mais alarmante para a indústria tradicional brasileira é o declínio do acesso direto e rotineiro às notícias, como o hábito de assistir a telejornais programados. Em 2013, 47% dos brasileiros se informavam diretamente por programas de televisão; em 2026, esse número despencou para apenas 20%.

A Crise da Confiança e a Fadiga Mental

Apesar da facilidade do ecossistema digital, a hiperconectividade trouxe um efeito colateral grave: a perda de credibilidade e o esgotamento do leitor. Após três anos consecutivos de estabilidade na casa dos 40%, a confiança do público global nas notícias caiu para 37% neste ano.

Paralelamente ao crescimento da desconfiança, o fenômeno da "evasão de notícias" — pessoas que evitam deliberadamente se informar — atingiu a marca de 42%, um salto expressivo quando comparado aos 29% registrados em 2017. Especialistas e entrevistados apontam que o bombardeio ininterrupto de conteúdos e a infodemia (excesso de informações) têm gerado uma profunda fadiga mental, afastando o cidadão do debate público.

O relatório finaliza deixando claro que o processo de digitalização da informação está totalmente consolidado e é irreversível. O grande desafio da atualidade, contudo, já não é como fazer a notícia chegar ao leitor, mas sim como reconstruir a confiança e a relevância em meio ao caos dos algoritmos.

Olhar Informação: Em um mundo onde o feed dita o que é notícia, o jornalismo de verdade deixa de ser uma corrida pela velocidade e passa a ser uma busca constante pela credibilidade — afinal, quando a informação satura e cansa, a verdade precisa de um porto seguro para ser encontrada.

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