Paulo Aldair Dias Borges e o coordenador de campo, Cristiano, avistaram dois animais cruzando rapidamente a estrada em Confresa, no interior do Mato Grosso.
Suspeitando que fossem onças pela silhueta e comportamento, eles aceleraram o veículo para se aproximar, mas os animais já haviam entrado na vegetação.
Ao parar o carro, a dupla percebeu que um dos filhotes havia ficado para trás e retornou rapidamente para a mata. Paulo percebeu que o filhote estava vocalizando intensamente, provavelmente chamando a mãe. Eles decidiram aguardar no local, com o motor desligado e em silêncio, para observar com cautela.
Poucos minutos depois, eles presenciaram a fêmea retornando com um filhote ao encontro do que havia ficado para trás. Paulo conseguiu registrar em vídeo a presença dos dois animais, que seguiram juntos mata adentro. Foi a segunda vez que Paulo teve o privilégio de ver de perto o maior felino das Américas.
O encontro foi surpreendente, principalmente por se tratar de onças-pretas, cuja ocorrência é rara e de grande importância para o registro de biodiversidade da região. Segundo o biólogo Gustavo Figueroa, a cena registrada é realmente incomum, pois as onças não costumam aparecer com filhotes assim, e ver um filhote preto é ainda mais raro.
A onça-preta, ou 'pantera negra', é na verdade uma onça-pintada melânica. A pelagem escura é resultado de uma mutação no gene MC1R, que causa aumento na produção de eumelanina. O melanismo é passado de geração para geração.
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