Da Redação - Olhar Informação
NOVA MUTUM / CHAPADA DOS GUIMARÃES – Considerada a principal via de escape para quem precisa desviar dos bloqueios na MT-251 (Portão do Inferno), a rodovia MT-246 continua sendo um gargalo logístico para Mato Grosso. Iniciada em dezembro de 2023, a obra de pavimentação do trecho que liga o distrito de Água Fria à região do Manso e à Chapada dos Guimarães sofreu sucessivas paralisações e agora tem uma nova previsão de término: 29 de junho de 2026.
O projeto original previa a entrega para o início de fevereiro deste ano, mas, conforme apurado pelo jornal A Gazeta, o cronograma de 540 dias foi comprometido. A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) confirmou que a última interrupção ocorreu em dezembro de 2025, sendo que a ordem para o reinício dos trabalhos foi assinada apenas nesta semana.
Radiografia da Obra
Com um investimento total de R$ 41,2 milhões, a obra abrange 33 quilômetros de extensão. O cenário atual revela uma execução fragmentada:
- Asfaltados: 24 quilômetros.
- Chão Batido: 9 quilômetros restantes.
- Status Local: Trechos de asfalto intercalados com terra, falta de operários no local e sinalização precária.
Importância Estratégica e Riscos
A MT-246 deixou de ser uma estrada rural secundária para se tornar vital. Devido às restrições de peso na MT-251 — onde apenas veículos de até 3,8 toneladas podem trafegar por questões de segurança no Portão do Inferno —, caminhões pesados e veículos com carretas dependem exclusivamente da MT-246 para acessar a região.
Principais preocupações relatadas:
- Sinalização Inexistente: Muitos trechos recém-asfaltados carecem de pintura e sinalização vertical, aumentando o risco de acidentes noturnos.
- Qualidade do Pavimento: Motoristas que utilizam a via frequentemente apontam que a camada de asfalto parece "fina", o que levanta dúvidas sobre a durabilidade da pista diante do tráfego pesado.
- Descontinuidade: A alternância entre asfalto e terra obriga frenagens bruscas e desvios inesperados.
O Que Diz o Governo
A Sinfra-MT justifica que o reinício das obras visa cumprir os 9 quilômetros restantes e corrigir as irregularidades apontadas. Contudo, a presença de apenas cinco operários realizando serviços de meio-fio nesta semana contrasta com a urgência demandada por quem depende da rota.
Olhar Informação – Com informações de A Gazeta.
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