Em viagem pelo interior do estado, o governador Mauro Mendes (União) comprometeu-se a apurar denúncias sobre a destruição de balsas e equipamentos utilizados em garimpo irregular durante a Operação Rastro de Érebo. A ação, direcionada a cooperativas que atuavam em áreas de preservação permanente de Peixoto de Azevedo e Matupá, foi tema de questionamento feito por garimpeiros ao chefe do executivo estadual nesta terça-feira, 21 de outubro.
"Se alguém estava ilegal, é ruim. Mas o Estado também não pode agir com ilegalidade, ou até mesmo com brutalidade. Eu não concordo com isso. Eu vou chegar lá [em Cuiabá], vou tentar entender o que aconteceu. Porque eu não sei, eu só vi alguns comentários", declarou o governador.
De acordo com a Polícia Civil, a operação visava coibir crimes ambientais em áreas estaduais, cometidos por balseiros que operavam nos rios Peixoto e Peixotinho. Durante o encontro, representantes de cooperativas relataram a queima de maquinários e alegaram o abandono de um garimpeiro no rio. Mendes assegurou que buscará detalhes sobre o caso e propôs mediar uma reunião para discutir as dificuldades de regularização das cooperativas, ainda que a competência sobre exploração mineral seja federal.
"Subsolo é da União. Não é o Estado que faz essa gestão de mineradora, mas eu vou pedir para o pessoal fazer um contato com vocês aqui na região. O que a gente puder ajudar. Com certeza, porque a gente quer que vocês trabalhem. Mas vamos tentar trabalhar na legalidade. Porque às vezes, trabalhar na legalidade é um caminho que talvez é um pouquinho mais longo, mas ele é mais seguro", afirmou.
Questionado novamente sobre a destruição das balsas, o governador ponderou que a legislação permite a destruição quando não há condições de remover os equipamentos, mas reafirmou a necessidade de apuração: "Se os caras foram lá e queimaram, tem que ouvir porque eles fizeram isso. Vou entender o lado da minha fiscalização para saber. Agora, se está ilegal, você perde o direito até de reclamar".
A Operação Rastro de Érebo contou com a participação de diversas instituições, incluindo a Dema, Core, Delegacia Regional de Sinop, Ciopaer, Bope, Politec, Sema e Ibama.
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