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10 de Dezembro de 2025
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Geral Sexta-feira, 14 de Novembro de 2025, 07:52 - A | A

Sexta-feira, 14 de Novembro de 2025, 07h:52 - A | A

dívida de R$ 5 mil

Julgamento de triplo homicídio em Cuiabá: Testemunhos revelam detalhes chocantes

Da Redação

Iniciou-se nesta quarta-feira, 12 de novembro de 2025, no Fórum da Capital, o julgamento pelo Tribunal do Júri dos três acusados pelo duplo homicídio ocorrido em 23 de novembro de 2023, no Shopping Popular de Cuiabá. As vítimas foram o lojista Gersino Rosa dos Santos e o vendedor Cleyton de Oliveira de Souza Paulino.

O julgamento, conduzido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, faz parte das ações do Mês Nacional do Júri, que prevê a realização de 208 sessões de julgamento em novembro.

Os réus são Jocilene Barreiro da Silva e seu filho Vanderley Barreiro da Silva, apontados como mandantes, e Sílvio Júnior Peixoto, o executor contratado.

Segundo o Ministério Público, Jocilene e Vanderley encomendaram o assassinato de Gersino, e o executor disparou contra ele, atingindo acidentalmente Cleyton.

O caso é classificado como homicídio qualificado, com mandantes, executor, motivo torpe (vingança) e duplo resultado.

O julgamento contou com o depoimento de diversas testemunhas, incluindo o delegado Nilson Farias e o investigador Leonardo Fonseca Rech. Farias detalhou a investigação, a motivação de vingança e a escolha de uma arma de alto poder de penetração. Rech narrou as prisões do executor em Uberlândia (MG) e dos mandantes em Campo Grande (MS), além de descrever a cena do crime e o trajeto das balas. O executor confessou ter sido contratado por cerca de R$ 10 mil, parte para quitar uma dívida de drogas.

Durante o interrogatório, Sílvio Júnior Peixoto afirmou ter aceitado o crime para quitar uma dívida de R$ 5 mil com Vanderley e que foi ameaçado por ele.

Vanderley Barreiro da Silva, por sua vez, isentou sua mãe, Jocilene, do planejamento do crime, afirmando que ele tratou diretamente com Sílvio para vingar a morte de seu irmão.

Ele negou ter pago pelo homicídio, mas admitiu ter enviado dinheiro para a viagem do executor. Jocilene Barreiro optou pelo silêncio durante sua oitiva.

Os depoimentos das testemunhas e os interrogatórios dos réus trouxeram detalhes sobre a dinâmica do crime, as motivações e as circunstâncias das prisões.

As famílias das vítimas expressaram seu sofrimento e clamaram por justiça, enquanto as defesas dos acusados buscaram esclarecer seus papéis e questionar a investigação.

A sessão foi marcada por momentos de emoção e pela complexidade das relações familiares e culturais envolvidas no caso.

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