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05 de Dezembro de 2025
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Geral Quarta-feira, 19 de Novembro de 2025, 08:52 - A | A

Quarta-feira, 19 de Novembro de 2025, 08h:52 - A | A

deputado barra votação

Investir em estrutura antes de dar aumento aos servidores do TJ

Assessoria

Adiado pela terceira vez a votação do projeto que concede reajuste de 6,8% aos servidores do Judiciário de Mato Grosso, o pedido foi feito pelo deputado estadual Chico Guarnieri (PRD)  e entende que as obrigações do órgão não podem focar no aumento de salários e sim, estruturar comarcas que estão paradas há décadas no interior do Estado.

 O projeto já tinha passado pela primeira votação em plenário e pela Comissao de Constituição Justiça e Redação (CCJR), mas novamente foi interrompido, na sessão da última quarta-feira (12).

A Mesa Diretora, porém, avisou que foi a última vista permitida, e que o texto será votado nessa semana. 

Guarnieri afirmou que não discutiu o tema com o governador Mauro Mendes (União) e que sua decisão foi tomada após ouvir servidores do próprio Judiciário. 

 “Ainda estou finalizando meu parecer, para amanhã apresentar. Existem várias comarcas criadas no Estado e não instaladas, inclusive há 20 anos esperando.

Servidores se deslocam de um município para outro, não têm um ponto de apoio, não têm nem banheiro para ficar. Acho que a prioridade também é instalar essas comarcas criadas”, disse.

 Autor do pedido de vista que adiou pela terceira vez a votação do projeto que concede reajuste de 6,8% aos servidores do Judiciário de Mato Grosso, o deputado estadual Chico Guarnieri (PRD) afirmou ao que entende que as obrigações do órgão não podem focar no aumento de salários e sim, estruturar comarcas que estão paradas há décadas no interior do Estado.

 O projeto já tinha passado pela primeira votação em plenário e pela Comissao de Constituição Justiça e Redação (CCJR), mas novamente foi interrompido, na sessão da última quarta-feira (12). A Mesa Diretora, porém, avisou que foi a última vista permitida, e que o texto será votado nessa semana, sem novas manobras regimentais.

Guarnieri afirmou que não discutiu o tema com o governador Mauro Mendes (União) e que sua decisão foi tomada após ouvir servidores do próprio Judiciário. Ele afirma que a situação no interior é crítica.

 “Ainda estou finalizando meu parecer, para amanhã apresentar. Existem várias comarcas criadas no Estado e não instaladas, inclusive há 20 anos esperando isso. Servidores se deslocam de um município para outro, não têm um ponto de apoio, não têm nem banheiro para ficar. Acho que a prioridade também é instalar essas comarcas criadas”, disse.

 O deputado citou Nova Olímpia como exemplo de comarca criada e jamais estruturada.

 “Por exemplo: a prefeitura já doou um terreno ao Tribunal de Justiça. Instalar é criar o fórum, o Ministério Público, a Defensoria Pública, o cartório eleitoral. É levar tudo isso ao cidadão, que hoje precisa viajar 70, 80 até 100 km para fazer uma audiência, pagar pedágio, pagar tudo. O oficial de justiça também roda longe para notificar alguém”, explicou.

 O parlamentar disse não ser contra o aumento, mas defende que o Judiciário deve priorizar investimentos estruturais se dispõe de orçamento suficiente.

 “Não sou contra aumento, sou a favor da correção. Mas vamos fazer o dever de casa. Como vou gastar todo o meu dinheiro e deixar outra parte descoberta? Defendo que o Judiciário busque essa fase estrutural antes dos aumentos, com toda certeza”, afirmou.

 Desde a tramitação na CCJR, já se esperava a possibilidade de novos pedidos de vista inclusive orientados pelo Executivo, segundo parlamentares. O texto já havia sido interrompido a pedido de Beto Dois a Um e Doutor Eugênio, ambos PSB, este último sob o argumento de que o projeto deveria antes ser analisado pela Secretaria Estadual de Fazenda de Mato Grosso (SEFAZ).

 O projeto deve retornar à pauta nesta quarta-feira (19), desta vez sem possibilidade de novos adiamentos.

 O deputado citou Nova Olímpia como exemplo de comarca criada e jamais estruturada.

“Por exemplo: a prefeitura já doou um terreno ao Tribunal de Justiça. Instalar é criar o fórum, o Ministério Público, a Defensoria Pública, o cartório eleitoral. É levar tudo isso ao cidadão, que hoje precisa viajar 70, 80 até 100 km para fazer uma audiência, pagar pedágio, pagar tudo”, explicou.

 O parlamentar disse não ser contra o aumento, mas defende que o Judiciário deve priorizar investimentos estruturais. 

 “Não sou contra aumento, sou a favor da correção. Mas vamos fazer o dever de casa. Como vou gastar todo o meu dinheiro e deixar outra parte descoberta? Defendo que o Judiciário busque essa fase estrutural antes dos aumentos, com toda certeza”, afirmou.

 Desde a tramitação na CCJR, já se esperava a possibilidade de novos pedidos de vista inclusive orientados pelo Executivo, segundo parlamentares. 

 O projeto deve retornar à pauta nesta quarta-feira (19), desta vez sem possibilidade de novos adiamentos.

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