O governador Mauro Mendes afirmou, nesta quarta-feira (19/11), que a aprovação do Projeto Antifacção pela Câmara dos Deputados é o 1º passo para permitir que os estados combatam com mais eficiência as facções criminosas.
O projeto, para ter validade, ainda precisa passar pelo Senado e ser sancionado pelo presidente da República.
Mauro destacou que a legislação atual é frágil e acaba permitindo que criminosos retornem rapidamente às ruas.
“A nossa polícia prende. Já prendemos mais de dois mil faccionados esse ano. Mas a lei é frouxa e a Justiça acaba tendo que soltar. É muito ruim isso. Nós precisamos ter instrumentos mais eficientes para dar ao Estado, à polícia, a condição de combater melhor. Prendeu o faccionado, ele tem que ficar um bom tempo preso”, afirmou.
O governador lembrou que o problema é nacional, mas afeta diretamente Mato Grosso.
“A maioria dos bandidos que prendemos acaba sendo solta em audiência de custódia. Isso desestimula a polícia e deixa a população vulnerável. Endurecer a lei é fundamental”, disse.
Para Mauro Mendes, outro ponto importante do projeto é o aumento das penas para quem liderar facções, que ainda terão que cumprir pena em presídios federais de segurança máxima.
“As penas cresceram razoavelmente. Os líderes vão pegar 40, 60 anos. Virou líder de facção, meu amigo, esquece. Vai morrer na cadeia. Nunca mais volta para a sociedade”, registrou
O governador reforçou que Mato Grosso continuará atuando com tolerância zero contra todo tipo de crime, especialmente os cometidos pelas facções.
“Se for preciso construir mais presídios, nós construímos. O importante é mostrar que o crime não compensa. Quem entra em facção só tem doid destinos: ou a cadeia ou a morte”, completou.
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