Durante um discurso de boas-vindas ao ministro Luiz Fux na 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 11 de novembro de 2025, o presidente do colegiado, Gilmar Mendes, afirmou que o órgão “resistiu ao autoritarismo penal” instaurado pela Operação Lava Jato.
Mendes destacou que a 2ª Turma consolidou uma vocação histórica para julgar matérias complexas, com foco na salvaguarda da liberdade e das garantias individuais. Ele citou decisões que serviram como “antídotos de resistência democrática contra excessos” da operação, ressaltando que a Turma se opôs ao uso da prisão preventiva como instrumento de coerção processual.
O ministro mencionou especificamente o julgamento que reconheceu a suspeição do ex-juiz Sergio Moro nos processos contra o presidente Lula, descrevendo a declaração de suspeição como o “desnudamento de uma metodologia de subversão do sistema acusatório”. Mendes ainda afirmou que Fux se torna “herdeiro de uma tradição e de uma responsabilidade históricas de custodiar os princípios estruturantes da democracia”.
A fala de Mendes ocorre em um contexto onde Fux é conhecido por defender a Lava Jato e já protagonizou discussões acaloradas com Mendes, que se tornou um crítico ferrenho da força-tarefa de Curitiba. Recentemente, Fux deixou a 1ª Turma do STF devido a discordâncias em um julgamento sobre uma suposta trama golpista.
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