A Axia Energia, anteriormente conhecida como Eletrobras, anunciou a conclusão da segunda etapa de intervenções na Usina Hidrelétrica de Colíder, localizada na região de Itaúba, em Mato Grosso, nesta segunda-feira, 1º de dezembro de 2025.
As medidas foram tomadas após o Ministério Público do estado (MPMT) identificar uma série de irregularidades que poderiam levar ao rompimento da barragem.
De acordo com a empresa, foi injetado material no subsolo da usina para preencher os vazios identificados durante um amplo diagnóstico.
A companhia informou que não houve intercorrências durante as atividades.
A usina permanece estável e em operação, com o reservatório mantido no nível atual, sem previsão de novos rebaixamentos.
Especialistas contratados pela empresa devem avaliar nos próximos meses se há necessidade de outras intervenções, conforme o cronograma estabelecido.
A usina está sob nível de 'alerta' desde agosto deste ano, devido a inúmeras falhas estruturais no sistema de drenagem que podem levar a um risco de ruptura da barragem, segundo investigação do MPMT.
Quatro entidades civis denunciaram à Organização das Nações Unidas (ONU) o risco de rompimento da barragem da Usina Hidrelétrica Colíder, localizada no Rio Teles Pires, em Itaúba.
O MP chegou a recomendar a desativação da barragem, caso não haja outra alternativa.
A empresa destacou que adquiriu a usina em maio deste ano e que está trabalhando para restabelecer a usina ao seu estado normal o mais rapidamente possível.
A denúncia foi protocolada no departamento de Direitos Humanos à Água Potável e Saneamento da ONU.
No documento, as entidades destacam que o Rio Teles Pires é um dos mais impactados por hidrelétricas na Amazônia.
A denúncia pede ao relator da ONU máxima urgência para as 'violações de direitos humanos em curso e para o risco iminente de um desastre de proporções catastróficas, requerendo a adoção de medidas imediatas para garantir a segurança das populações e a responsabilização dos agentes envolvidos.'
últimas





